


Policiais militares da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do Rio, em ação conjunta com Serviço Reservado do 33º BPM (Batalhão de Polícia Militar), prenderam na tarde desta terça-feira (23), no Parque Mambucaba, em Angra dos Reis,o policial militar Jeverson Olmiro Lopes Goulart, de 60 anos, sentenciado a 46 anos de prisão por estuprar, matar e simular o suicídio do próprio sobrinho de 12 anos, no Rio Grande do Sul.
O fato ocorreu em novembro de 2016, na residência da família, em Porto Alegre. Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, de 12 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça, no quarto que dividia com o tio. A arma utilizada pertencia ao réu, tenente da Reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.
Segundo a acusação, Jeverson cometeu ato libidinoso contra o sobrinho e, para encobrir o crime, efetuou o disparo enquanto a vítima dormia. Posteriormente, um bilhete de despedida, supostamente escrito por Andrei, foi encontrado pela mãe dele. Para o Ministério Público, a escrita era falsa e o réu teria tentado manipular a cena para simular um suicídio da criança.
Contra ele constava um mandado de prisão, expedido pela 1ª Vara do Júri de Porto Alegre pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e estupro de vulnerável. A pena foi fixada em 46 anos de prisão em regime fechado.
Os policiais chegaram ao condenado através de informações repassadas pelo Disque Denúncia Angra dos Reis (0300-253-1177), que chegou a divulgar um cartaz pedindo informações sobre o paradeiro do condenado.
O preso foi levado à delegacia de Angra dos Reis, onde foi cumprido o mandado de prisão. Ele será encaminhado ao sistema prisional do estado, onde ficará acautelado à disposição da Justiça do Rio Grande do Sul.
Foragido – Jeverson teve o mandado de prisão condenatória expedido logo depois do julgamento e era considerado foragido. Ao anunciar o cálculo da pena e divulgar o resultado definido pelo Conselho de Sentença, a juíza Anna Alice da Rosa Schuh, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, determinou a execução imediata da pena e expediu o mandado de prisão do réu, que respondeu ao processo em liberdade.
A informação mais recente que as autoridades gaúchas tinham a seu respeito é de que ele estaria no apartamento onde mora, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde acompanhou o julgamento, no fim de outubro. Durante o júri, um telão no plenário transmitiu em tempo real a imagem dele.
O advogado Edson José Perlin, que representa Jeverson Olmiro Lopes Goulart, afirmou, no começo deste mês, que não havia “o dever legal de apresentar-se espontaneamente para cumprir prisão decorrente de sentença não transitada em julgado”.
“A ausência de apresentação voluntária não configura ilicitude, evasão, descumprimento ou qualquer atitude irregular”, sustenta o advogado.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que atendeu a um pedido da defesa para que Jeverson participasse da sessão de julgamento por videoconferência sob a alegação de que seu cliente residia em outro estado e por temer pela segurança dele. Jeverson participou dos dois dias de julgamento de forma remota, direto da capital fluminense, enquanto seus advogados atuaram presencialmente no plenário. Na ocasião, ele negou todas as acusações. (Imagem: Polícia Civil)