


O atendimento a um atropelamento registrado no domingo (18) em Bauru, no interior de São Paulo, levou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a adotar medidas administrativas após a constatação equivocada da morte de uma das vítimas. A médica responsável pela avaliação inicial foi afastada das funções, e uma investigação interna foi instaurada. O acidente ocorreu na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), na altura do km 352. A vítima, Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, foi atingida por um veículo que trafegava no sentido capital–interior, depois de entrar repentinamente na pista, segundo relato do motorista à polícia.
Ainda no local, uma equipe do Samu declarou o óbito da mulher, o que resultou na interdição da rodovia e no acionamento do Instituto Médico Legal (IML) para a remoção do corpo. No entanto, antes da chegada do IML, um médico da concessionária responsável pela via percebeu que a vítima apresentava sinais vitais, mesmo já estando coberta com uma manta térmica.
Diante da situação, foram iniciadas manobras de reanimação, e a mulher foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central de Bauru. Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital de Base, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave. Em entrevista à TV TEM, a gerente do Samu Regional de Bauru informou que foi aberta uma sindicância para apurar o atendimento. Segundo ela, ainda não é possível afirmar se houve falha profissional, uma vez que os fatos estão sendo analisados pela corregedoria.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o afastamento da médica como medida preventiva até a conclusão da apuração, cujo prazo não foi divulgado.