


A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) a segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos do RioPrevidência (regime de previdência dos servidores do governo do estado do Rio). O ex-presidente da instituição, Deivis Marcon Antunes, foi preso em Itatiaia.
Ele estava retornando dos Estados Unidos, havia desembarcado em São Paulo e seguia para o Rio de Janeiro em um carro alugado. Deivis foi levado, inicialmente, para a Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda para o cumprimento do mandado de prisão. Segundo a PF, ele será encaminhado para a Superintendência na cidade do Rio de Janeiro para prestar depoimento antes de ser encaminhado ao sistema prisional do estado.
Deivis deixou o cargo no último dia 23, exonerado dpelo governador Cláudio Castro devido à primeira fase da operação da PF. A defesa dele não havia se pronunciado até o momento desta publicação.
A PF apura suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores, dentro das investigações relacionadas ao Banco Master. Foram expedidos três mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão no Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Os mandados foram decretados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Os outros dois alvos não haviam sido localizados até o momento desta publicação e eram considerados foragidos. Ao decretar a prisão de Deivis, a justiça apontou “indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas”.
No Master – De acordo com a PF, na gestão de Deivis o Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master: são títulos de investimento de alto risco que não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito. As investigações se concentram em nove aplicações no Master entre 2023 e 2024 que, segundo a PF, colocaram em risco o dinheiro das aposentadorias e das pensões de 235 mil servidores públicos do estado do Rio.
A operação para sua prisão contou com o apoio da Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia. (Foto: Divulgação))