


Aos 58 anos, Mary Lucy Arantes, moradora do bairro Nova Primavera, em Volta Redonda, encontrou no balé uma nova forma de cuidar da saúde, manter o corpo em movimento e realizar um sonho cultivado desde a infância. Aluna da oficina de balé do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Nova Primavera, ela se tornou exemplo de perseverança e da força transformadora das políticas públicas de assistência social. A atividade é oferecida pela Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), dentro do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). O projeto se destaca pelo caráter intergeracional, ao promover a convivência entre crianças, jovens, adultos e pessoas idosas, fortalecendo vínculos comunitários e estimulando o respeito e a troca de experiências entre gerações.
Mary Lucy buscava uma atividade física que não causasse impacto, mas que lhe permitisse permanecer ativa. Foi então que procurou o Cras e decidiu insistir em participar das aulas de balé, mesmo sabendo que a maioria das alunas era formada por crianças. “A gente precisa ficar com o corpo sempre em movimento. Eu procurei no Cras algo para fazer que não tivesse impacto, mas que me mantivesse ativa. Pensei que o balé seria ideal. Mesmo sendo só crianças, eu cheguei e falei: ‘eu quero, eu posso, eu faço’. Sei que muita gente acha que sou louca, mas eu precisava fazer”, relatou Mary Lucy.
A decisão não foi simples. Mary Lucy conta que enfrentou preconceitos no início, mas escolheu seguir em frente. “A diferença foi a minha perseverança. O jovem tem força e a terceira idade tem experiência. Por que não unir o jovem e a terceira idade para construir uma sociedade melhor e mais forte?”, refletiu. A facilitadora de balé do Cras Nova Primavera, Rafaela Martins, ressaltou o comprometimento da aluna. “A procura pelo balé geralmente é de crianças, especialmente as mais novas. Por isso, fiquei surpresa. A Mary Lucy é extremamente dedicada, não falta às aulas e está sempre presente. O desempenho dela no balé é espetacular e ela é uma grande inspiração para todas as nossas turmas”, afirmou.
Para a subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, histórias como a de Mary Lucy evidenciam o papel dos Cras na promoção da inclusão e da cidadania. “O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos tem como essência promover encontros, trocas e pertencimento em nossas comunidades. Quando vemos uma história como a da Mary Lucy, percebemos que a política de assistência social cumpre seu papel de garantir direitos, estimular a autonomia e reforçar que os espaços públicos são para todas as idades”, destacou. A trajetória de Mary Lucy reforça o papel dos Cras como espaços de acolhimento, inclusão e transformação social, demonstrando que as políticas públicas desenvolvidas pela Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Smas, vão além do atendimento básico, promovendo dignidade, autoestima e qualidade de vida para a população.