



Entramos na Semana Santa neste domingo (29). Neste período, aumenta o consumo de peixes e frutos do mar. Mas é preciso ter cuidados para eliminar os riscos de intoxicação alimentar, que vão da compra, ao armazenamento e preparo de pescados.
A Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa) do estado alerta os consumidores sobre práticas seguras que reduzem os riscos de intoxicação alimentar, que podem levar a quadros graves de saúde, especialmente quando há falhas na conservação ou na manipulação dos alimentos.
“Nosso objetivo é que a população aproveite a Semana Santa com segurança. Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, afirma a superintendente de Vigilância Sanitária da Secretaria estadual de Saúde, Helen Keller.
Um dos principais pontos de atenção está na hora da compra. Por serem altamente perecíveis, peixes e frutos do mar podem se deteriorar rapidamente se não forem mantidos nas condições adequadas. A nutricionista Jussara Salgado explica que há sinais claros de que o pescado está fresco. “O peixe deve ter carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, além de guelras vermelhas e cheiro suave, característico”, explica.
Por outro lado, o consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados. “O pescado precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Já os congelados devem estar bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida”, diz a nutricionista.
Os cuidados não terminam na compra. O transporte e o armazenamento em casa são etapas fundamentais para evitar a contaminação. A recomendação é que o pescado seja armazenado o mais rápido possível após a compra. Em casa, deve ser limpo (com retirada de vísceras, escamas e resíduos), secado e guardado em recipiente fechado na geladeira. O consumo do peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente.
“Outro erro comum é deixar o peixe fora da geladeira por muito tempo ou armazená-lo de forma inadequada, o que pode contaminar outros alimentos. Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, garante a nutricionista.
A ingestão de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, levar à hospitalização. “O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alerta Helen Keller.
Para evitar problemas, a orientação é planejar as compras, adquirir os produtos mais próximos da data de consumo e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. No caso de pratos frios, como saladas, a recomendação é mantê-los sob refrigeração até o consumo.
Já o preparo de alimentos tradicionais da época, como o bacalhau, também exige atenção. O dessalgue deve ser feito sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, reduzindo o risco de contaminação. (Foto: Divulgação)