



O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) anunciou nas redes sociais nesta quinta-feira (28) sua desistência da pré-candidatura ao Senado Federal. Em vídeo publicado, Castro alegou que sua família passa por momentos de dor, exposição, mentiras e de meias-verdades. O político foi alvo da duas operações da Polícia Federal nos últimos 15 dias.
Na gravação, o ex-governador disse que a decisão de desistir ao Senado foi a mais difícil da vida e que recuou da postulação para se dedicar integralmente à sua defesa e à família. “Minha família está passando por momentos que jamais imaginei que ia passar. Dias de dor, de exposição, de mentiras, de narrativas – muito pior que a mentira é a meia-verdade. O que transforma atos corretos em tentativas de criminalizar o que era correto”.
No dia 15 de maio, Castro foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apurava supostos favorecimentos à Refit, uma Refinaria em Manguinhos. O grupo é considerado um dos maiores devedores de impostos do Brasil. Na terça-feira (26), o ex-governador voltou a ser alvo da Polícia Federal, desta vez em uma investigação sobre aportes bilionários do Rioprevidência, o fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado, em investimentos ligados ao Banco Master.
“Não tenho dúvida que a verdade será esclarecida. Não tenho dúvida que as meias verdades cairão, mas, para isso, eu preciso de tempo. Preciso cuidar dos meus filhos, da minha casa, da minha esposa, das pessoas que eu amo, das pessoas que estiveram comigo durante toda essa caminhada. Eu não tenho a menor dúvida da lisura de todos os atos”, acrescentou.
Castro deixou o comando do governo estadual em março deste ano, na véspera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que analisava um processo por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Mesmo com a renúncia, o tribunal concluiu o julgamento e declarou sua inelegibilidade.