




Uma pintora industrial da CBSI (Companhia Brasileira de Serviços de Infraestrutura) denunciou na delegacia de polícia de Volta Redonda, na tarde da quarta-feira (5), um suposto caso de assédio moral que estaria sofrendo de colegas de trabalho no interior da Usina Presidente Vargas, da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Acompanhada de sua advogada, Rosi Gil, ela acusou outros dois trabalhadores, um líder de equipe e um encarregado de obras –, de violência psicológica contra a mulher, manifestando o desejo de representar criminalmente contra eles.
Segundo o registro policial, ao qual a reportagem teve acesso, a mulher, de 40 anos, aponta como origem dos fatos outro episódio, ocorrido em abril deste ano, quando outro empregado da empresa foi demitido após ser denunciado por ela por assédio sexual. A pintora sustenta que, mesmo depois de ser trocada de equipe devido ao ocorrido, passou a ser responsabiliza pela demissão e, desde então, o líder da atual equipe em que atua incentiva os homens a não lhe dirigirem mais a palavra, por ter sido “culpada pela demissão do amigo”, inclusive não esperando por ela para ir à área de trabalho.
Na mesma denúncia, a pintora revelou que os denunciados passaram a ser referir a ela com termos e expressões pejorativas, detalhando que, no final do mês passado, diante dela e no horário de trabalho, os dois fizeram uma chamada vídeo para o trabalhador demitido, provocando risos de outros que presenciaram o ocorrido, fato que considerou como forma de constrangimento, bullying, coação e assédio moral. O fato, segundo ela, foi relato ao serviço social da empresa dois dias depois. Ainda de acordo com a pintora, foi proposta a ela a tentativa de uma nova colocação até o próximo dia 11.
A origem – A mulher explicou que o caso de assédio sexual aconteceu há três meses, quando ela terminava o expediente. Disse que foi chamada por um trabalhador, que teria dado dois tapas em suas nádegas: “Fiquei incrédula e em choque. Não tive reação, pois o fato foi extremamente desrespeitoso, realizado na frente de outros funcionários”, afirma a pintora, que disse ainda ter rechaçado o fato de ter sido chamado por ele de “neguinha”. Após dois meses, segundo ela após a apuração dos fatos, a empresa decidiu pela demissão do funcionário por justa causa.
A CBSI foi procurada pela reportagem, mas até o momento desta publicação não havia se posicionado a respeito. Caso se manifeste, este texto será atualizado. (Foto: Arquivo)