




A prefeitura de Paraty e a Associação de Charreteiros assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece as diretrizes para a transição da tração animal para o uso de charretes elétricas usadas por turistas na cidade. Para a prefeitura, o acordo representa um marco histórico para Paraty ao conciliar a proteção e o bem-estar animal com a valorização dos trabalhadores que atuam na atividade e dela dependem para o sustento de suas famílias. Com a mudança, Paraty pretende manter a tradição do passeio turístico, mas com uma alternativa tecnológica que elimine a utilização de animais na atividade.
O TAC estabelece um prazo de até 16 meses para a conclusão da transição, podendo ser renovado. A expectativa, no entanto, é que o processo seja concluído antes desse período, de acordo com a produção e a disponibilidade das charretes elétricas.
Segundo o governo municipal, a substituição será realizada de forma gradual, à medida em que os veículos elétricos forem produzidos, permitindo uma transição planejada e segura para os profissionais envolvidos. A proposta prevê ainda que a implantação das charretes elétricas seja viabilizada por meio de uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada, sem custos para o município.
A assinatura do TAC, destacou a prefeitura, é resultado de um processo de diálogo e negociação com os charreteiros, com a construção conjunta de alternativas para garantir uma mudança responsável e que contemple todos os envolvidos.
“É um marco para a prefeitura de Paraty. Será o fim da tração animal no nosso município. Se tudo correr bem, já no mês de setembro teremos a primeira charrete elétrica funcionando aqui em nossa cidade”, disse o prefeito Zezé.
“A gente entende que eles [charreteiros] têm famílias, mas a gente entende também o sofrimento do animal”, acrescentou Patrícia Kunihira, secretária de Assistência Social e Direitos Humanos.
Já o presidente da Associação de Carruagem de Paraty, Lorival Trindade, celebrou o TAC afirmando que a charrete elétrica na cidade “é um passo para o futuro”, elogiando o diálogo da prefeitura com a categoria, o que deu segurança para mudança. As advogadas que atuaram pela associação na formulação do TAC apontaram que o texto passou por várias etapas, sendo possível aos charreteiros apontar sugestões, sendo algumas acatadas. (Foto: Prefeitura de Paraty)