


O ex-subsecretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro Gabriell Neves foi preso na manhã desta quinta-feira (7), em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público estadual.
Ele e mais três pessoas, que também foram detidas, são suspeitos de corrupção na compra emergencial de respiradores para pacientes com coronavírus.
Gabriell Neves foi exonerado pelo governador Wilson Witzel (PSC) no dia 20 de abril por denúncias de vantagens indevidas. Além dos respiradores, foram adquiridos sem licitação máscaras e testes rápidos. A ação é uma parceria do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc/MP-RJ) e da Delegacia Fazendária, que ainda cumprem 13 mandados de busca e apreensão na capital.
Gabriell Neves, que é advogado, centralizava todas as compras realizadas pela secretaria estadual de Saúde, pasta com influência de Pastor Everaldo Pereira, dono do PSC, partido de Witzel. Neves começou no cargo no início de fevereiro deste ano por indicação de Edmar Santos, atual secretário de saúde. Os dois se conheceram em 2016. Naquele ano, Neves era secretário estadual de Ciência e Tecnologia do governo Luiz Fernando Pezão (MDB), preso na Operação Lava Jato. À época, Santos ocupava a direção-geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, zona norte do Rio.
Neves também fez parte da equipe do ex-governador Sérgio Cabral, outro preso na Lava Jato. Na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), ocupou a chefia de Gabinete do deputado estadual Gustavo Tutuca (MDB). Trabalhou ainda com o pai do parlamentar quando este era prefeito de Piraí. No município do Sul-Fluminense, Neves batia ponto como procurador. Antes de iniciar na gestão Witzel, ele estava como secretário de Saúde de Seropédica, na Baixada Fluminense.
As informações são da Veja.
Foto – Governo do Rio de Janeiro