


O INFORMA CIDADE recebeu na tarde desta quinta-feira (14), diversas mensagens de leitores que identificaram pessoas, vestidas como profissionais da saúde, oferecendo teste rápido da covid-19 em Volta Redonda e Barra Mansa.
Segundo leitores, os supostos profissionais da saúde, não tem identificação nenhuma. O prefeito Samuca Silva, já deixou claro que o município não tem efetuado testes rápidos, ou seja, os supostos profissionais da saúde, não pertencem a Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda.
Em Volta Redonda, uma fonte do INFORMA CIDADE teve contato com um casal, no bairro Vila Americana, que estava fazendo essa abordagem aos moradores. Segundo a fonte, o casal não apresentava uma identificação decente e disse ser do Rio de Janeiro. Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Volta Redonda.
Na delegacia, os supostos profissionais de saúde esclareceram o mal entendido. Eles são do Ibope, instituto de pesquisa. Eles foram encaminhados à Secretaria de Saúde da cidade, que alertou a necessidade dos profissionais estarem devidamente identificados, para não causarem desconfiança na população. O INFORMA CIDADE não indica que a população abra as portas pra pessoas não devidamente identificadas.
Pesquisa
Acostumado a fazer pesquisas de opinião, de intenção de voto e de mercado, o Ibope iniciou uma empreitada diferente: uma pesquisa de campo que pretende mostrar como o novo coronavírus está avançando no Brasil. Um total de 2.600 pesquisadores vão entrevistar e aplicar testes rápidos de covid-19 em pouco mais de 33.000 moradores de 133 cidades em todos os estados do país. Daqui a duas semanas, os pesquisadores voltarão a campo para realizar mais 33.000 testes e, duas semanas depois, mais 33.000. Ao final das três rodadas, terão aplicado cerca de 100.000 testes.
O projeto é uma iniciativa do Ministério da Saúde, que contratou o Ibope para realizar as pesquisas de campo. A empresa deverá receber quase 10 milhões de reais pelo trabalho. O entrevistador deverá usar equipamentos de proteção, como óculos, máscara e luvas, e visitará as pessoas em suas casas. Coletará uma gota de sangue de um dos moradores de cada domicílio e colocará o material em um aparelho que fará a análise. Se der positivo, o entrevistador deverá testar todos os moradores dessa casa.
Com os testes rápidos, será possível saber o percentual de pessoas que têm anticorpos contra o novo coronavírus, ou seja, que já entraram em contato com a doença. Os testes rápidos, porém, têm uma limitação: só detectam a doença se a pessoa estiver infectada há, pelo menos, 7 dias. Ou seja, muitas pessoas que fizerem o teste podem ter resultado negativo, mas estarem infectadas e continuar sem saber disso.
Cada rodada de teste apresentará o retrato de um momento. O plano do Ministério da Saúde é que a comparação dos resultados das diferentes rodadas mostre a velocidade com que o vírus está se espalhando pelo país. Esse tipo de informação poderá ser útil, por exemplo, para balizar uma decisão sobre medidas de relaxamento do distanciamento social em uma determinada região.
Para esse trabalho, o Ibope contará com o apoio da Universidade Federal de Pelotas, que coordenou uma pesquisa similar no Rio Grande do Sul. No dia 15 de abril, a instituição divulgou os resultados dos testes aplicados em 4.189 pessoas em nove cidades gaúchas.
Dois deles testaram positivo para anticorpos do coronavírus, o que representou 0,05% da amostra. Extrapolando esse índice para o conjunto da população, os pesquisadores deduziram que havia 5.650 pessoas infectadas no estado, 7,5 vezes mais do que o número oficialmente confirmado naquele momento. As informações sobre a pesquisa, são da revista EXAME.
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