


O Brasil ultrapassou as 40 mil mortes, segundo atualização do Ministério da Saúde divulgada no início da noite desta quinta-feira (11). O balanço apontou 1.240 novas mortes e 30.412 novos casos de covid-19 nas últimas 24h. Com esses acréscimos às estatísticas, o país chegou a 40.919 falecimentos em função da pandemia do novo coronavírus e 802.828 pessoas infectadas. O país conta ainda com 416.314 pessoas em observação e 345.595 estão recuperados.
O balanço traz um aumento de 3,9% no número de casos em relação a ontem, quando o total estava em 772.416. Já as mortes aumentaram 3,1% em comparação com o dado de ontem, quando foram contabilizadas 39.680.A taxa de letalidade (número de mortes pela quantidade de casos confirmados) ficou em 5,1%. A taxa de mortalidade (falecimentos por 100.000 habitantes) foi de 19,5.
Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (10.145), Rio de Janeiro (7.363), Ceará (4.663), Pará (4.030) e Pernambuco (3.633). Ainda figuram entres os com altos índices de vítimas fatais em função da pandemia Amazonas (2.400), Maranhão (1.360), Bahia (1.013), Espírito Santo (962), Alagoas (681) e Paraíba (570).
Os estados com mais casos são São Paulo (162.520), Rio de Janeiro (75.775), Ceará (73.879), Pará (64.126) e Amazonas (53.989). As informações são da Agência Brasil.
Falta de respeito
Um grupo de pessoas protestou durante a tarde (11) contra a manifestação realizada pela organização não governamental Rio de Paz, na praia de Copacabana. Voluntários da ONG abriram 100 covas rasas na areia da praia, com cruzes e bandeiras do Brasil, para simbolizar as mortes pela Covid-19 no país. O objetivo era criticar a forma como o governo federal está lidando com a pandemia.
Contrário ao ato do Rio de Paz, um homem começou a arrancar as cruzes fincadas na areia e teve início um princípio de confusão.
Um pai que perdeu o filho de 25 anos para o novo coronavírus aparece em um vídeo, postado nas redes sociais da ONG, recolocando as cruzes no lugar e pedindo respeito às famílias que tiveram de enterrar pessoas queridas. “Meu filho morreu com 25 anos. Ele era saudável. Respeitem a dor das pessoas. Respeitem, grupo de fascistas”, desabafou o homem, inconformado com a atitude, enquanto recolocava os símbolos no lugar.
O presidente da Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, afirmou que esta foi a primeira vez que ele viu uma manifestação contrária a um ato da organização não governamental. “Nós estávamos ouvindo muitas expressões de ódio no calçadão. Mas um senhor decidiu derrubar as cruzes, mesmo sem reação nossa”, afirmou.
Costa destacou que o objetivo do protesto era cobrar ações sanitárias e econômicas por parte do governo federal diante da pandemia de covid-19. “O Brasil está nu perante o mundo. Todas as suas injustiças sociais e desgoverno emergiram nesses meses de pandemia. Se não houver, por parte do governo, mudança de rumo na condução dessa multifacetada tragédia social, seremos o país com o maior número de mortos pela Covid-19”, afirmou o presidente da ONG. As informações são da Agência Brasil.
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