


A mulher de Robson Tertuliano da Silva, o “Robgol”, suspeito de tráfico de drogas e procurado pela polícia, foi presa na operação conjunta realizada nesta segunda-feira (5), no Rio, pela delegacia de Barra Mansa e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. A informação foi dada pelo delegado-titular de Barra Mansa, Ronaldo Aparecido, que coordenou a ação com o delegado da Core, Fábio Salvadoretti.
A mesma mulher havia sido presa na última quarta-feira (30), no Jardim Amália I, em Volta Redonda, com R$ 20 mil – dinheiro supostamente oriundo do tráfico de drogas, de acordo com a polícia. Desta vez, a suspeita foi encontrada no endereço onde os policiais cumpriram o primeiro mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Criminal de Barra Mansa.
Na casa foram apreendidos um colete preto com compartimentos para porta carregadores e coldres; cinco carregadores de fuzil, dois deles municiados com 24 cartuchos calibre 762, um carregador sem munição para pistola 9mm e três caixas vazias de Iphones. Por isso, ela foi autuada por associação ao tráfico e também por crime previsto a Lei do Desarmamento.
Na operação morreram um morador de 61 anos, atingido por uma bala perdida, e um suspeito de tráfico que portava um fuzil. Eles chegaram a ser socorridos num hospital de Realengo, mas ambos não resistiram.
BARRICADAS – Ronaldo Aparecido explicou que na operação foram usados dois veículos blindados da Polícia Civil, que encontraram dificuldades para se movimentar na comunidade por causa das barricadas fixas montadas pelos criminosos, que também renderam motoristas de ônibus e até de um caminhão da Comlurb para bloquear outras ruas. Ele avaliou que a falta de apoio aéreo – um helicóptero – facilitou a fuga dos alvos, “bem como o viabilizou a movimentação constante de criminosos armados com pistolas e fuzis pelas ruas dos bairros”. Para ele, o apoio de uma aeronave impediria a movimentação de marginais e inibiria o bloqueio de ruas com veículos.
O delegado disse que o suspeito que morreu, identificado como Danilo Alves da Silva, o “Cérebro”, estava numa casa geminada àquela onde estava a mulher de Robgol. O homem foi surpreendido portando um fuzil 762. Segundo Ronaldo, ele estava “prestes a disparar contra os policiais, sendo alvejado por um disparo”. Na casa onde Cérebro foi baleado, foram apreendidos também uma pistola 9mm, com kit rajada; um carregador com 27 munições intactas; carregadores de fuzil 762 com 56 munições do mesmo calibre; cinto tático; três rádios de comunicação; duas baterias para o rádio e um celular.
Ronaldo contou ainda que no segundo alvo do mandado de busca e apreensão nada de ilegal foi encontrado, mas pessoas que se encontravam no local fugiram, deixando ligados os aparelhos de ar condicionado. “Durante as investigações, tivemos acesso a fotografias do local, com Robgol portando armas de fogo e de outros homens portando fuzis”, informou o delegado de Barra Mansa.
A operação foi encerrada antes que outros dois mandados de busca e apreensão fossem cumpridos porque os delegados concluíram que, sem apoio aéreo, os agentes estavam sendo expostos altamente expostos a risco. Segundo eles, as ordens judiciais serão cumpridas “no momento oportuno”.
PROCURADO – Robgol se tornou hoje o suspeito de tráfico mais procurado pela polícia na região. Ronaldo lembrou que, no dia 25 do mês passado, ele pulou um muro de cinco metros para fugir de um flagrante no bairro Laranjal, em Volta Redonda, onde a polícia de Barra Mansa cumpriu um mandado de busca e apreensão e acabou prendendo três suspeitos: Geovane dos Santos, o “Vaninho”; o filho dele, Mozart Wendel de Oliveira Santos e Gerson Chrisostomos Ferreira, ex-presidente do PDT em Volta Redonda e candidato a vereador nas eleições deste ano. Na casa foram apreendidos seis quilos de pasta base de cocaína. (Fotos: Polícia Civil)