


O pai da menina Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, morta na madrugada de sábado (24), por sofrer uma série de agressões da mãe, de 25 anos, e da madrasta, de 27, disse ao portal G1 que “o coração está apertado”. Roger Fabrizius da Rocha disse que a última vez que viu a filha foi em 2019, que não era um pai presente, e que só descobriu o que aconteceu com a filha na terça-feira (20) à noite, um dia após a menina ser internada e transferida para um hospital particular de Resende em estado grave. Roger informou que o sepultamento será neste domingo (25), no Cemitério Municipal de Engenheiro Pedreira. O enterro será às 14h30. Em nota, a prefeitura de Porto Real informou que vai custear as despesas médicas e o funeral.
O pai chegou de Japeri, na Baixada Fluminense, no fim da tarde deste sábado para fazer o reconhecimento e liberação do corpo da filha. De acordo com ele, apesar de não ter sido um pai presente, o que ele pode fazer pela filha, fez. Roger contou que procurou contato com ela [a mãe da criança], mas não conseguia e era impedido de visitar a menina. “Os avós maternos dela também não sabiam o que estava acontecendo. Eu só peço que Deus faça valer a Lei”, disse.
A mãe e a madrasta foram transferidas na sexta-feira (23) da Cadeia Pública de Volta Redonda para um presídio em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. As agressões teriam começado no último dia 16 e parado somente no dia 19, quando a menina não respondia e não dava sinais. A polícia contou que durante esse período, a menina não foi devidamente alimentada, recebeu socos, empurrões, pisões, pontapés e sofreu lesões provocadas por um fio de TV, que foi usado como chicote. O fio foi apreendido como instrumento do crime. (Foto: Arquivo Pessoal)