


A Polícia Civil prendeu na tarde de quinta-feira (24), na região central de Resende, um homem de 48 anos acusado de abusar sexualmente de dezenas de crianças, algumas de sua própria família, durante 28 anos. Contra o suspeito foi expedido um mandado de prisão, cumprido por policiais chefiados pelo delegado Michel Florosck. A prisão foi pedida depois de uma busca e apreensão na casa do suspeito, também autorizada pela Justiça, em outubro do ano passado, quando foram apreendidos equipamentos contendo, segundo o delegado, “milhares de fotos e vídeos de abusos contra crianças”.
O delegado contou que a investigação começou em 2020, quando uma jovem de 22 anos, parente e afilhada do preso, procurou a delegacia e denunciou que era vítima de abusos desde que tinha 7 anos de idade. “Em seu depoimento, em que ficou claro o quanto é psicologicamente abalada pelos acontecimentos, ela disse ter certeza de que havia abusos contra outras pessoas”, contou Floroschk. Segundo ele, diante do depoimento foi pedido à Justiça o mandado de busca e apreensão. “No computador dele encontramos cenas horrendas de sexo com crianças, por isso pedimos a prisão preventiva”, explicou o delegado de Resende, segundo o qual o suspeito já está denunciado por sete crimes de estupro e cinco de atentado violento ao pudor, além de produção, armazenamento e compartilhamento de material pornográfico envolvendo menores de idade. “Infelizmente, alguns crimes prescreveram, outros não”, frisou.
Floroschk disse ainda que uma policial de sua equipe, ao analisar as imagens, reconheceu algumas vítimas, hoje já adultas. Uma delas compareceu à delegacia e prestou depoimento, confirmando as acusações. “Ela disse que não esperava, passado tanto tempo, que a polícia fosse investigar o suspeito, por já ter passado tanto tempo”, que se disse sensibilizado e indignado com o sofrimento imputado às vítimas.
Antes de ser preso, o acusado viu o casamento de 27 anos terminar quando houve o cumprimento da ordem de busca e apreensão. Ele também foi demitido da indústria em que trabalhava em Porto Real, devido a denúncias de assédio sexual. (Foto: Polícia Civil)