


Os médicos de Volta Redonda, que recebem por meio de RPA, iniciaram uma paralisação nas UPAs, Cais, hospitais e UBSFs na última sexta-feira (7), após a Secretaria de Administração ter cortado 10% do salário, segundo os médicos, sem aviso prévio. O corte foi para todos RPAs que recebem mais de R$ 1,6 mil, e valeria para os salários de novembro e dezembro, mas a prefeitura decidiu retroceder e passar o desconto para os salários de dezembro e janeiro, e devolver o valor descontado do salário de setembro.
A paralisação parcial, continua neste sábado (8). Em contato com nossa produção, médicos disseram que só voltarão a atender fichas verdes (não urgência), assim que a prefeitura depositar, em folha suplementar, o que foi descontado. Atendimentos para fichas amarelas e vermelhas (urgência e emergência), continuam.
A Prefeitura Municipal de Volta Redonda (PMVR), avisou no final da manhã da sexta-feira (7), que o depósito em folha suplementar aconteceria ainda em dezembro, mas não especificou uma data.
Nas redes sociais, os médicos escreveram que não aceitarão que o salário seja reduzido, já que Volta Redonda tem, desde governos anteriores, o pior salário médico do sul do estado do Rio de Janeiro. As reclamações se estendem aos plantões, que são, segundo os médicos, bem puxados nos hospitais de Volta Redonda com a superlotação e falta de insumos, e mesmo assim a remuneração não é boa, e com o desconto de 10%, seria ainda pior. A Prefeitura informou, que essas reclamações quanto a salários e falta de materiais, acabará em breve, com a entrada de OS. No Hospital do Retiro, já tem data certa – 19 de dezembro.
Entenda o caso
Na quinta-feira (6), a Secretaria de Administração de Volta Redonda emitiu um comunicado anunciando o corte de 10% nos salários acima de R$ 1,6 mil para os servidores remunerados por meio de RPA. A alegação foi a necessidade de atender ao decreto de redução de despesas e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Surpreendidos com o anúncio, médicos da rede pública protestaram e iniciaram nesta sexta-feira (7) um protesto, restringindo o atendimento aos casos de urgência e emergência. Ainda na manhã da sexta, Samuca pediu que todos mantivessem o atendimento, afirmando estar disposto a negociar, adiou a data do desconto e prometeu devolver o dinheiro descontado do pagamento de setembro, ainda em dezembro.