



A mais recente onda de casos de Covid-19 provavelmente está chegando ao fim na cidade do Rio de Janeiro. A avaliação é do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. O último óbito pela doença registrado pela prefeitura da capital foi no dia 24 de novembro. Depois de alcançar um pico de 4.166 novos casos no dia 19 de novembro, considerando a média móvel de sete dias, os registros caíram para 945 no dia 29, quatro vezes menos.
A maior quantidade de casos graves – 37 – foi notificada no dia 15. Desde então, os registros vêm caindo. Apenas um quadro de maior gravidade foi registrado na terça-feira (29), data dos últimos dados lançados no painel municipal. A taxa de positividade dos testes também caiu de 30% para 25% de duas semanas para cá.
“A curva de casos de Covid-19 na cidade do Rio de Janeiro apresentou um aumento durante quatro semanas sustentadas e a gente pode falar que essa foi a terceira onda da doença no ano de 2022. Felizmente, nas últimas duas semanas, a gente vê o número de casos voltando a cair e, principalmente, o número de internações. O que mostra que, muito provavelmente, estamos saindo da terceira onda, que foi bastante curta e bem menor do que as demais, mas que merece atenção”, afirmou Soranz.
O pesquisador do sistema Monitora Covid-19 da Fiocruz Christovam Barcellos destacou que é preciso observar os dados por mais tempo, porque algumas notificações represadas ainda podem entrar no sistema municipal. “Essa onda tem baixa letalidade e poucas pessoas internadas. Isso também significa que muita gente pode não estar procurando os postos de saúde. As pessoas estão se acostumando com a Covid, como se acostumaram com a gripe, e isso gera uma subnotificação”.
Nesta quarta-feira (30), 152 pessoas estavam internadas nos hospitais públicos do município, número que passou de 200, na semana passada, e que vem caindo a cada dia. As internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) são cerca de 60. Em comparação, no pico da onda de 2021, em maio, a capital fluminense chegou a ter mais de 760 pacientes internados em leitos de UTI. O recorde deste ano foi registrado em janeiro (363).
O secretário alertou que pacientes internados foram aqueles que não terminaram seu esquema vacinal. De acordo com ele, 1,2 milhão de pessoas estão aptas a tomar as doses de reforço, mas ainda não procuraram os postos de saúde. (Foto: Raquel Portugal/Fiocruz)