


O delegado de Piraí, Marcelo Haddad, informou nesta terça-feira (21) ao site Foco Regional que o padrasto de Júlia Hemanuelly de Faria Costa, de 15 anos – desaparecida desde o último dia 13 (ela é de Arrozal) –, foi ouvido novamente após ser preso, na tarde da segunda-feira (20). De acordo com ele, o suspeito continua negando ser o responsável pelo desaparecimento da adolescente, apesar dos indícios encontrados pela polícia. A suspeita é de que Júlia tenha sido assassinada.
“Nós o confrontamos com as provas, mas ele se mantém renitente. Ele não confessa”, disse Haddad, explicando que aguarda o resultado de exames periciais, como de DNA do que seriam manchas de sangue encontrado na casa e no carro do preso. “Também estamos aguardando decisão da Justiça sobre a quebra de sigilo telefônico dele, para traçar o trajeto que ele fez naquele dia”, acrescentou o delegado, ressaltando que a investigação teve início a partir do momento em que foi comunicado o desaparecimento de Júlia, registrado na delegacia pela mãe dela.
Embora a suspeita é de que a adolescente esteja morta, Marcelo Haddad diz que ainda não é possível fazer tal afirmação porque ainda depende dos exames da perícia, embora os indícios sejam fortes. “As investigações não terminaram e ainda falta muita coisa, inclusive localizar o corpo”, frisou.
Haddad lembra, no entanto, que se o exame de DNA confirmar que o sangue encontrado é mesmo da adolescente, o padrasto poderá ser denunciado à Justiça e condenado, lembrando o caso de Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, que foi sentenciado à prisão como mandante da morte de sua amante Eliza Samudio, mesmo sem o corpo dela ter sido localizado.
O caso – Júlia não é vista desde o dia 13 deste mês. Ao registrar o desaparecimento da filha na delegacia, a mãe dela disse que a adolescente e o padrasto não tinham um bom relacionamento. Disse que ele culpava a menor pelo estado ruim de seu casamento.
Na apuração do desaparecimento, a polícia conseguiu imagens de câmeras de segurança mostrando o suspeito e a mãe de Júlia deixando a residência no dia 13, por volta das 6 horas. As imagens não mostram a menor saindo de casa para ir à escola, mas sim o padrasto retornando à residência por volta das 8 horas, quando estacionou o carro de marcha à ré, o que não seria o habitual.
Segundo o delegado Marcelo Haddad, testemunhas afirmam ter visto o suspeito colocado no carro “um grande volume envolto em um lençol”. A perícia encontrou manchas que seriam de sangue no sofá da residência e no carpete do porta-malas do carro do padrasto. Foi pedido um exame de DNA para averiguar se o sangue é da adolescente. Com base nos indícios, o delegado pediu a prisão temporária do padrasto, que foi autorizada pela Justiça pelo período de 30 dias. (Foto: FOCO REGIONAL / Arquivo)
