


Morreu na tarde deste sábado (20), em sua residência em Volta Redonda, o dentista Jorge Pantaleão Alves, aos 93 anos. As causas do óbito são desconhecidas. A informação do óbito de Pantaleão foi publicada por familiares nas redes sociais. O enterro será neste domingo (21), no Portal da Saudade, às 11h30min.
A morte de Jorge Pantaleão vem dois anos após o falecimento da mulher Maria Botelho Alves, aos 91 anos, em 1º de março de 2021. Símbolo da luta contra o Alzheimer, Maria Botelho faleceu uma semana após completar 68 anos de casamento com Pantaleão e oito dias depois do lançamento do livro contando a história de amor entre o casal e a batalha contra a doença.
Devido à experiência com a esposa, Jorge Pantaleão fundou em Volta Redonda a APAZ (Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Alzheimer). Também foi inspirado na luta do casal que a prefeitura de Volta Redonda instalou na cidade a primeira unidade pública para acolhimento de pessoas com Alzheimer e seus familiares.
História – Formado na Faculdade de Odontologia de Niterói, em 1957, Jorge Pantaleão era capixaba. Ele iniciou os estudos na Polícia Militar do Espírito Santo. Depois, trabalhou no Ministério da Marinha. Pantaleão veio para Volta Redonda em 1959, como dentista do Sindicato dos Metalúrgicos. Abriu seu consultório particular em 1960.
Foi vereador em Volta Redonda por 14 anos, presidindo a Câmara Municipal em 1977 e 1978. Disputou naquele ano a eleição de deputado federal, mas não se elegeu. Jorge Pantaleão teve uma intensa participação em instituições sociais de Volta Redonda.
Foi diretor do Serviço Social da prefeitura (hoje Secretaria Municipal de Ação Comunitária), presidiu por cinco vezes o Lions Clube Volta Redonda (no qual ingressou em 1960) e foi fundador do NAC (Núcleo de Ação Comunitária). Também participou de outras entidades, como SOS (Serviço de Obras Sociais e o Gacemss (Grêmio Artístico e Cultural Edmundo Macedo Soares s Silva).
