



O Tribunal do Júri de Paraty absolveu os dois acusados – pai e filho – do assassinato do artista plástico francês Cedric Alexandre Vachieri Jaurgoyhen, de 33 anos (foto acima). A vítima foi morta em 2018.
O júri foi realizado na última quarta-feira (25). Ricardo dos Santos e Cecílio dos Santos foram absolvidos das acusações de homicídio e coação de testemunha, respectivamente. Os jurados entenderam que não foram apresentadas provas suficientes para condenar os réus.
Preso há um ano e três meses, Ricardo foi solto logo após a sessão do tribunal que o inocentou. Em julho de 2024, o Disque Denúncia publicou sua foto com pedido de informações que levassem à sua localização, já que estava com ordem de prisão expedida pela Justiça. Ele foi preso em dezembro daquele ano na região de Taubaté (SP). O pai dele, Cecílio, chegou a ser preso em 2019, mas respondia em liberdade.
Cedric foi morto com um tiro de espingarda na cabeça, à queima-roupa, no sítio onde morava, em Barra Grande, zona rural de Paraty. Segundo a denúncia do Ministério Público, aceita pela Justiça, o crime teria sido cometido por Ricardo por motivo fútil – o não pagamento de um serviço que teria sido realizado por ele na propriedade da vítima.
Ao portal UOL, a advogada da família de Cedric, Andréa Kirkovitsa, afirmou que que foram apresentadas “todas as provas existentes, mas ao final quem toma a decisão são os jurados, que absolveram Ricardo por diferença de um voto”. Segundo ela, “esta foi a justiça dos homens”.
Já os advogados dos réus argumentaram que inconsistências nas investigações teriam permitido que o verdadeiro autor do crime permanecesse impune. Também rebateram questionamentos da acusação sobre suposta influência religiosa no julgamento. “Não é verdade que o Conselho de Sentença foi formado por evangélicos. A acusação e a defesa tiveram acesso prévio à lista dos jurados e puderam recusar nomes, o que de fato ocorreu”, afirmou a O Globo o advogado César Murat. (Foto: Arquivo)