



Um vídeo envolvendo a pastora evangélica Flávia Travassos Marins Pontual, de 29 anos, viralizou na tarde desta segunda-feira (3), nas redes sociais de Barra Mansa. No vídeo (confira no final da matéria), o corpo da pastora expele aparentemente uma espécie de esponja pela barriga.
Segundo o que é dito no vídeo pelo companheiro da pastora, ela vinha passando mal há cerca de seis meses, e já teria tomado vários antibióticos, sem conseguir se curar. Os problemas teriam começado após uma cesariana feita no Hospital da Mulher.
Segundo a pastora comentou em uma rede social, ela acredita que foi salva pela “mão de Deus”, já que ela teria orado a Jesus, pra que a livrasse do mal que estava passando. Foi após suas orações, que seu corpo expeliu aparentemente duas esponjas.

O Informa Cidade fez contato com a assessoria de comunicação de Barra Mansa e com a Diretora Geral do hospital, Fernanda Chiesse. Uma nota oficial foi divulgada. Confira abaixo:
“O Hospital Maternidade Maria Teresa Sacchi de Moura (Hospital da Mulher), que atende gestantes de alto risco obstétrico há cerca de 16 anos, vem à público prestar esclarecimentos à bem da verdade e ao respeito aos profissionais que aqui desempenham suas funções, bem como a própria instituição que foi exposta de forma inverídica em redes sociais.
A paciente em questão, que aparece diante da postagem, recebeu toda a assistência médica necessária para o caso. Trata-se de uma gestante que submeteu-se à quinta cesariana, procedimento este de alto risco, que poderia evoluir para sangramentos de grande monta, processos inflamatórios e demais complicações relacionadas ao caso em questão.
A equipe médica, durante o ato cirúrgico, decidiu utilizar como mecanismo de ação hemostática o produto de uso restrito hospitalar denominado gelfoam*. Essa substância, uma vez aplicada, tem como finalidade auxiliar o controle da hemorragia provocada por procedimentos de alto risco.
Trata-se de uma esponja estéril de gelatina absorvível, onde há relatos na literatura que no pós operário, alguns pacientes podem apresentar reações, como rejeição ao produto aplicado e consequente eliminação de forma espontânea, mesmo depois de algum tempo.
A direção do hospital repudia a exposição do paciente, da instituição, bem como de seu corpo clínico, pois, em nenhum momento, foi observado ato omisso, descuido, descaso, negligência, imperícia ou imprudência. Muito pelo contrário, a intenção foi a todo instante evitar complicações imediatas, graves ao ato executado em uma paciente de alto risco obstétrico”.
Confira o vídeo abaixo:
Fotos/vídeo – Redes sociais