


O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) anunciou que irá recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível na noite da terça-feira (24). A condenação, motivada pelo uso eleitoral de contratações na Fundação Ceperj durante o pleito de 2022, foi recebida pelo político com “grande inconformismo”.
Em nota publicada nas redes sociais, Castro defendeu a legalidade de sua gestão e criticou o veredito da Corte. “Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade. Recebo com inconformismo a decisão que vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses”, declarou.
O governador sustenta que as irregularidades apontadas são anteriores ao período eleitoral de 2022 e não impactaram o resultado das urnas. Segundo ele, o próprio Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) já havia reconhecido esse argumento anteriormente. “Pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, completou.
A estratégia jurídica da defesa de Castro prevê a apresentação de agravos no próprio TSE. Caso não obtenha sucesso, o governador ainda possui a opção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a perda de seus direitos políticos.
Reviravolta – Com a decisão do TSE, o cenário eleitoral para o Senado no Rio de Janeiro sofreu uma reviravolta. O Partido Liberal, segundo fontes, já estaria articulando a candidatura do delegado Felipe Curi para a vaga de senador.
Curi, que deixou o cargo de secretário de Polícia Civil na última sexta-feira (20) para cumprir o prazo de desincompatibilização, era cotado inicialmente para o cargo de deputado federal. O nome do delegado também chegou a ser ventilado para a “eleição tampão” ao governo do estado, prevista para ocorrer um mês após a renúncia de Castro.
Felipe Curi ganhou projeção nacional após comandar a Operação Contenção, em outubro de 2025, que ficou marcada como a mais letal da história fluminense, com 122 mortos — incluindo cinco policiais. (Foto: Agência Brasil)