


A rede de proteção ao idoso de Volta Redonda, que funciona por meio do Núcleo de Atendimento ao Idoso (Nuai) e da atuação da Patrulha do Idoso, da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), realizou 23 atendimentos a pessoas idosas com direitos violados no mês de novembro, sendo quase a totalidade – 21 – de novos casos, conforme balanço do Nuai.
Do total de vítimas atendidas, 12 são homens e 11 são mulheres, com predominância da faixa etária entre 70 e 79 anos. Entre os principais tipos de violência identificados no período estão as ameaças, que corresponderam a 43,4% das demandas, seguidas de violência física (21,7%). Também foram registrados casos de abuso financeiro e violência psicológica, entre outras.
O relatório aponta que, na maioria das ocorrências, o agressor possui vínculo familiar com a vítima. Filhos aparecem como principais autores em 26% dos casos, seguidos por netos, outros parentes e cônjuges.
A demanda espontânea foi responsável por 65,2% dos atendimentos, demonstrando que a população idosa e seus familiares tem buscado diretamente o Nuai para relatar situações de violência. Outros 34,7% dos casos tiveram origem na 93ª Delegacia de Polícia.
Para o secretário municipal de Ordem Pública, coronel Luiz Henrique Monteiro Barbosa, os números refletem a importância da rede de proteção aos idosos, que já capacitou mais de 10 mil pessoas sobre o Estatuto da Pessoa Idosa, inclusive de outras cidades.
“Esses dados mostram que Volta Redonda tem uma rede atenta e preparada para acolher e proteger os idosos. Mudamos o cenário da violência contra os idosos em Volta Redonda. Hoje, eles têm informações e são capazes de conhecer seus direitos, reconhecer uma situação de violência e procurar ajuda necessária”.
Para denunciar casos de violação de direitos ou violência contra idosos, as pessoas podem ligar para o 197 (Nuai, na Polícia Civil); 153 (Guarda Municipal) ou o Disque 100 (serviço nacional do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania). Também é possível buscar ajuda pessoalmente na delegacia de polícia, na Patrulha do Idoso ou na Assistência Social Jurídica da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas). (Foto: Divulgação)