


Furtos de dormentes e trilhos. Construções irregulares às margens da linha férrea. Estes são os principais entraves para o cumprimento do cronograma de implantação do trem turístico Rio-Minas, que vai ligar a Zona da Mata de Minas ao Sul Fluminense.
Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF) fez uma série de recomendações à Agência Nacional de Transportes Terrestres e à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) relacionadas a questões administrativas do projeto.
Os trabalhos começaram em junho deste ano e estão em andamento no trecho que liga Três Rios a Sapucaia. Até o momento, porém, a previsão para conclusão é 19 de janeiro de 2023, segundo a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amigos do Trem. “O trecho remanescente, que é de Sapucaia a Cataguases, está totalmente descoberto porque não tem guarda patrimonial para cuidar. É uma pessoa para ficar por conta de vários e não dá. Devido ao furto de trilhos o auto de linha está impossibilitado de realizar as rondas e inspeção”, explicou a organização.
O projeto, iniciado em 2016, passará por seis cidades da Zona da Mata de Minas, uma viagem começando simultaneamente nas cidades de Cataguases e Três Rios. O projeto prevê, em sua plena operação, 15 carros de passageiros. Em cada um desses trens, serão nove composições, com a capacidade de transportar até 837 passageiros por viagem.
A ONG atua há 22 anos no cenário rodoviário. O projeto foi idealizado por Paulo Henrique do Nascimento, que morreu em 2018, aos 45 anos, doente de câncer. Através de parceiros, a organização conseguiu, na época, R$ 1 milhão com parcerias públicas e privadas, usados para compra dos vagões de passageiros. Também em 2018, foi realizada uma viagem-teste. (Foto: Divulgação)