


Policiais civis de Barra Mansa prenderam na segunda-feira (21), na Vila Coringa, uma mulher de 33 anos suspeita de agredir e manter em cárcere privado a filha mais velha, de 17 anos. A prisão foi feita na residência da família, na Vila Coringa. Acompanhados de uma conselheira tutelar, os agentes foram ao endereço depois que um tio da menor fez a denúncia na delegacia e ela, em casa, confirmou as acusações, mostrando hematomas no corpo.
De acordo com o relato da adolescente, ela era impedida de sair de casa e sofria agressões constantes, com surras aplicadas com fios, vassouras e panelas. “O que [ela] tiver à mão”, disse, acrescentando que as agressões teriam acontecido “na rua, na frente das pessoas, mas principalmente dentro de casa”.
A menor contou que pediu a ajuda do tio, no domingo (20) durante um almoço na casa da avó, que fica no mesmo sobrado. Segundo ela, naquele dia teriam ocorrido novas agressões, e a mãe só teria permitido que ela fosse ao almoço se ela vestisse calça comprida para esconder os hematomas nas pernas. À polícia, a adolescente disse que não falava sobre as agressões por medo da mãe e também por temer por seus irmãos, uma menina de 14 anos e dois meninos de 3 e 9 anos.
NEGATIVAS – Acompanhada de um advogado, a mãe também prestou depoimento, mas disse que bateu na filha apenas uma vez, usando uma cinta fina, e que havia se arrependido. Ela disse que se descontrolou porque a garota teria mentido sobre um namoro.
A mulher negou que mantivesse a filha em cárcere privado, assegurando que permitia que ela saísse de casa sempre que pedia. Apesar da negativa, a mãe foi indiciada por cárcere privado e lesão corporal dolosa (intencional).
A adolescente, por decisão do Conselho Tutelar, está agora sob os cuidados do tio, enquanto seus irmãos ficaram com o padrasto da adolescente, pois seu pai morreu quando ele era bebê. (Foto: Polícia Civil)