



Parecidos: O miliciano Tailon (à esquerda), que deixou a prisão neste ano, e o médico Perseu Almeida
A morte de três médicos na madrugada desta quinta-feira (5), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, pode ter sido uma execução por engano. Esta é uma das linhas da investigação da Polícia Civil, já que uma das vítimas – o médico Perseu Almeida – pode ter sido confundido por traficantes que pretendiam matar o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, filho de um homem apontado como chefe da milícia de Rio das Pedras.
A semelhança física entre o miliciano e o médico, conforme mostram fotos comparativas, é muito grande. Além disso, Tailon mora próximo ao quiosque onde estavam as vítimas e foi solto da prisão neste ano.
Desde o fim do ano passado, facções de traficantes de drogas e milicianos travam uma guerra sangrenta por território, exatamente na zona oeste do Rio, onde fica a Barra da Tijuca. O ataque da madrugada pode ter sido mais um desdobramento dessa violência.
Policiais estão circulando pelas ruas da região buscando câmeras de segurança para saber o destino do carro usado pelos assassinos. Também estão cruzando imagens já obtidas para levantar a placa do veículo e o proprietário – apesar de que, em casos como esse, é comum o uso de carros roubados.
Desde a madrugada, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realiza diligências para apurar a autoria e a motivação dos homicídios. A perícia foi realizada no local, testemunhas estão sendo ouvidas e imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas. A Polícia Civil de São Paulo está ajudando nas investigações, acompanhadas também pela Polícia Federal. (Fotos: Reprodução)