



O anestesista Giovanni Quintella Bezerra, preso em flagrante no último domingo (10), no Hospital da Mulher, já atuou como ginecologista, obstetra, clínico e mastologista, segundo dados do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES). As informações apresentam dados do histórico de três anos do profissional nas unidades de saúde da cidade.
De abril de 2019 até maio de 2020, Giovanni iniciou a sua carreira profissional no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Como residente, segundo o hospital, Giovanni sempre esteve assistido por um profissional em todos os procedimentos.
Giovanni começou a atuar na clínica de ginecologia e mastologia do seu pai, da qual é sócio, em junho de 2020. Dados do CNES mostram que o anestesista trabalhou como mastologista, ginecologista e obstetra de junho de 2020 até o mês passado. O local fica na Vila Isabel e permanece fechado desde que o caso de Giovanni veio à tona. Os telefones indicados na porta chamam, mas ninguém atende. A partir desta sexta-feira, a clínica entrará em obra e não tem previsão para voltar a funcionar.
Giovanni passou por audiência de custódia na terça-feira (12) no presídio de Benfica e depois foi transferido para Bangu 8, onde foi recebido com hostilidade por outros presos. Ele está em uma cela separada dos demais detentos e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva. A delegada responsável pelo caso informou que a gestante vítima do abuso no último domingo está ‘revoltada e indignada’ com o caso, e está sendo amparada pelo marido. Ela informou ainda que Giovanni já atendeu ao menos 30 pacientes.