


O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçou a necessidade de isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus no Brasil, durante entrevista neste sábado (28). “Se a gente sair andando todo mundo de uma vez vai faltar para o rico, para o pobre”, ele disse.
A declaração foi feita durante entrevista para divulgar os novos dados do coronavírus no Brasil. São 114 mortes e 3.904 casos confirmados no país. 2,8% é a taxa de letalidade e São Paulo concentra 1.406 casos.
Mandetta ressaltou a orientação de “a gente ficar em casa, parado”, até que o poder público “consiga colocar os equipamentos na mão dos profissionais que precisam”.
“Nós precisamos ter racionalidade e não nos mover por impulso neste momento. Nós vamos nos mover, como eu disse desde o princípio, vamos nos mover pela ciência e pela parte técnica, com planejamento. Pensando em todos os cenários quando a gente fala de colapso, de sobrecarga, ou de sobreuso no sistema. A gente está falando disso”, disse Mandetta.
O ministro defendeu novamente o isolamento social para evitar o avanço da doença e também para evitar sobrecarregar os hospitais com outros tipos de atendimento.
“Quando a gente manda parar diminuem acidentes, traumas e aumentam leitos de UTI quando precisamos”, disse o ministro. “Ou seja, mais um benefício quando manda parar, além de diminuir a transmissão”.
Mandetta ressaltou o alto número de acidentes automobilísticos no Brasil, que leva a internações em hospitais por traumatismos.
“Há informações que nós estamos tendo de queda de até 30%, 40% até 50% do nível de taxa de ocupação dos leitos que antes estavam sendo utilizados para pessoas politraumatizadas. Mais uma razão pra gente gente diminuir bastante a circulação de pessoas”, ele afirmou.
“É um efeito secundário benéfico, além do efeito de diminuir a transmissão”, ele explicou.
Durante seu pronunciamento, Luiz Henrique Mandetta também disse que não tem Covid-19. Ele afirmou que faz o teste com frequência e até agora todos deram negativo.