



A mulher que foi vítima de estupro do médico anestesista Giovani Quintella Bezerra, no Hospital da Mulher de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, está “revoltada, indignada e chateada”. Foi o que disse a delegada Bárbara Lomba, da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher), ao revelar que, na tarde desta quarta-feira (13), a paciente teve conhecimento dos fatos. Até então, a família procurou evitar que ela tivesse acesso às notícias relacionadas ao caso.
A delegada conversou por telefone com a vítima, que estava amparada pelo marido – que deverá ser ouvido nesta quinta-feira (14). Lomba contou que a mulher – abusada durante o parto – chorou muito e que demonstrou medo ao saber da “proporção que o caso tomou”. A delegada assegurou à vítima que ela estará “amparada por todos os órgãos de proteção”, incluindo a Deam de São João de Meriti.
O médico está preso em Bangu 8, isolado de outros detentos. O presídio onde ele se encontra é destinado a presos com ensino superior. Ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e teve o registro suspenso pelo Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro).
Bárbara Lomba informou que investiga se houve, por parte do médico, uso anormais de doses de sedativos ou o uso desnecessário no momento do parto para facilitar a prática de estupro, o que também poderia trazer algum risco à paciente. Nesse caso, a titular da Deam afirmou que ele também pode vir a responder por violência obstétrica caso a suspeita seja confirmada. (Imagem: Reprodução)