


A mulher que acusa um policial militar de estupro, extorsão e ameaças entrou em forte abalo emocional ao reconhecê-lo durante um procedimento na 82ª Delegacia de Polícia, em Maricá. Segundo a Polícia Civil, a vítima teve uma crise de choro ao confirmar a identidade do suspeito. Ele foi preso na quarta-feira (4), dentro do próprio batalhão onde atuava. Ele também é investigado por envolvimento com agiotagem.
O delegado Cláudio Vieira, responsável pelo caso, relatou que a vítima demonstrava pânico no momento do reconhecimento, mesmo após ser informada de que o policial não teria acesso visual a ela. Ainda assim, conseguiu identificá-lo como autor dos crimes. O delegado informou que ela tremia muito e que quando o viu, começou a chorar e teve uma crise forte, acrescentando que a mulher chegou a se esconder após o procedimento, evidenciando a gravidade do trauma sofrido.
De acordo com a denúncia, a vítima teria sido ameaçada, coagida, roubada, estuprada e agredida, sofrendo inclusive um corte nas costas. Os crimes estariam relacionados à cobrança de uma dívida. A investigação aponta que o policial e um comparsa emprestaram R$ 800 e passaram a exigir cerca de R$ 7 mil, valor inflado por juros abusivos. Ainda segundo a polícia, o militar foi identificado após utilizar o celular da própria esposa para enviar ameaças à vítima.
Ao ser questionado sobre os episódios de extorsão, Lucas tentou atribuir as cobranças ao comparsa também investigado por agiotagem. No entanto, o policial acabou confessando outros crimes graves. “Ele admitiu que ele acompanhava o comparsa para fazer as cobranças, que não fazia nada, só acompanhava, mas foi ele que estuprou a menina e ainda fez uns cortes nas costas dela”, disse o delegado.
Na residência do comaprsa, a polícia apreendeu armas, duas televisões pertencentes ao pai da vítima, que também teria sido ameaçado, além de um caderno com anotações relacionadas à prática de agiotagem. A Polícia Civil apura se a dupla fez outras vítimas na região.