


A operação deflagrada nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil para combater um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, envolvendo criminosos do Sul Fluminense e do estado de São Paulo cumpriu – até o momento desta publicação – cinco dos sete mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Ainda não foram divulgados detalhes de onde as prisões foram realizadas.
Um dos principais alvos, segundo o coordenador da operação, o delegado Ronaldo Aparecido, de Valença, é uma mulher de Mogi das Cruzes (SP). Ela é considerada foragida, mas, na residência dela, foram apreendidos R$ 211 mil. Na mesma cidade também foram apreendidos uma motocicleta e um carro de luxo.
Além das ordens de prisão, foram expedidas 13 de busca e apreensão pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital para serem cumpridas no estado do Rio e de São Paulo. Os principais alvos são apontados como fornecedores de drogas para traficantes do Sul Fluminense. A operação foi batizada de “Robgol 2”.
Trata-se de um desdobramento de ação realizada em maio do ano passado. A mulher de Mogi das Cruzes seria a responsável pelo envio de drogas para Barra Mansa e Volta Redonda, além da capital fluminense. A organização criminosa teria lavado cerca de R$ 35 milhões em cinco anos, com a utilização de revendas de gás e água mineral no interior paulista. A denúncia destaca que “toda essa estrutura destinada ao crime foi instituída e se mantém com o objetivo de lucrar cada vez mais com a mercancia ilícita de entorpecentes, intento que só pode ser obstado com a prisão dos integrantes da organização criminosa, diante do risco evidente de reiteração criminosa”.
A primeira fase da operação “Robgol” foi iniciada após a apreensão de 37 quilos de cocaína, realizada pela Polícia Rodoviária Federal em uma abordagem na rodovia Presidente Dutra, em Barra Mansa. Na ocasião, os agentes federais identificaram que o material entorpecente tinha como origem a cidade de Taubaté, São Paulo, e como destino as cidades de Volta Redonda, Barra Mansa e outras localidades na região Sul Fluminense.
Além dos mandados expedidos agora, a Justiça determinou ainda o arresto e sequestro de bens da organização criminosa, num total de quase R$ 35 milhões.