



Policiais civis da 94ª Delegacia de Polícia prenderam, na tarde de quinta-feira (26), um homem de 45 anos no bairro Asilo, em Piraí, suspeito de maus-tratos a um filhote de cachorro de apenas quatro meses. O caso foi registrado após vizinhos ouvirem o animal chorando intensamente e irem até a residência, onde flagraram o tutor agredindo o cão com um galho de árvore e jogando água gelada sobre ele. “Foi uma cena de extrema crueldade. O animal, indefeso, era submetido a agressões físicas como forma de “correção”, o que é absolutamente ilegal. Maus-tratos não são métodos de adestramento, são crime”, afirmou o delegado titular Antonio Furtado.
Diante da situação, houve revolta dos moradores, e o tutor acabou expulsando o animal de casa. O filhote foi levado por vizinhos até a Secretaria Municipal de Agricultura, onde passou por avaliação veterinária. Os policiais civis foram até o endereço e localizaram o homem, que confessou ter o hábito de agredir o animal sob o argumento de discipliná-lo. “O laudo apontou que o cachorro apresentava dor intensa, dificuldade de locomoção nas patas traseiras e comportamento extremamente assustado. Foi fundamental para comprovar a materialidade do crime. Assim que tivemos acesso às informações, determinei a condução imediata do suspeito à delegacia. Diante das provas, foi determinada a prisão em flagrante pelo crime de maus-tratos, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão”, explicou o delegado.
O filhote recebeu atendimento médico, passou por exames complementares, incluindo sangue e raio-x, para verificar possíveis fraturas, e foi adotado por um dos vizinhos que participou do resgate. “O mais importante é que esse animal agora está protegido e terá um lar digno. Faço questão de destacar a coragem dos vizinhos, que não se omitiram. Denunciar é essencial para salvar vidas, inclusive a dos animais. Não existe qualquer justificativa para esse tipo de violência. A legislação é clara: submeter animal a sofrimento físico ou psicológico é crime, independentemente do motivo alegado pelo tutor. Em Piraí, a lei é cumprida e crimes como esse não serão tolerados”, concluiu Antonio Furtado.
