


A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), com apoio da Polícia Militar, deflagraram na manhã desta quinta-feira (1º) uma operação para cumprir sete mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em cidades do Sul Fluminense e do Vale do Paraíba Paulista, como Taubaté, São José dos Campos e Mogi das Cruzes. A ação é coordenada pelo delegado de Valença, Ronaldo Aparecido, que está na parte paulista da operação. Segundo ele, os alvos são fornecedores de drogas para traficantes de cidades do Sul Fluminense. Entre eles, está uma mulher, que seria uma das maiores fornecedoras.
Participam da operação cerca de 60 policiais, que se reuniram na 5ª Risp (Região Integrada de Segurança Pública), na Vila Mury, em Volta Redonda, onde fica o 5º DPA (Departamento de Polícia de Área), responsável pela coordenação das delegacias da região. Ainda não foi divulgado nenhum balanço da ação.
Segundo o MPRJ, após a deflagração da primeira fase da operação “Robgol”, em maio de 2021, a investigação foi desmembrada, dando início à segunda fase, para apurar os principais fornecedores de drogas do estado de São Paulo para as principais cidades do Sul Fluminense, além de outros membros da organização criminosa, inclusive os responsáveis pela lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, uma das pessoas denunciadas seria a responsável pelo envio de drogas da cidade de Mogi das Cruzes/para as cidades de Barra Mansa e Volta Redonda, além da capital fluminense, que teria lavado cerca de R$ 35 milhões em cinco anos, com a utlização de revendas de gás e água mineral no interior paulista. A denúncia destaca que “toda essa estrutura destinada ao crime foi instituída e se mantém com o objetivo de lucrar cada vez mais com a mercancia ilícita de entorpecentes, intento que só pode ser obstado com a prisão dos integrantes da organização criminosa, diante do risco evidente de reiteração criminosa”.
A primeira fase da operação “Robgol” foi iniciada após a apreensão de 37 quilos de cocaína, realizada pela Polícia Rodoviária Federal em uma abordagem na rodovia Presidente Dutra, em Barra Mansa. Na ocasião, os agentes federais identificaram que o material entorpecente tinha como origem a cidade de Taubaté, São Paulo, e como destino as cidades de Volta Redonda, Barra Mansa e outras localidades na região Sul Fluminense.
Além da decretação da prisão e busca e apreensão nas residências dos principais envolvidos, a 1ª Vara Criminal Especializada da Capital deferiu ainda o arresto e sequestro de bens da organização criminosa, consistentes em cerca de R$ 35 milhões em contas bancárias, um automóvel de luxo e fazendas utilizadas para lavar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Atualizada às 9h36min