


O prefeito de Volta Redonda Samuca Silva reconheceu nesta quarta-feira (1º) as dificuldades enfrentadas pelo comércio, mas alertou que a reabertura da maior parte do setor, como querem as entidades empresariais, tem que ser vista com cautela. O chefe do Executivo alertou que qualquer estratégia que venha a ser montada para a abertura das lojas precisa ter como ponto de partida dados precisos sobre a propagação da Covid-19. Segundo ele, os números estão desatualizados.
– Isso traz instabilidade, precisamos de dados atualizados para a tomada de decisões. Temos mais de 230 casos suspeitos na cidade, mas estes dados estão desatualizados. Os 38 casos confirmados [da doença] são todos de antes das medidas adotadas para conter o coronavírus. Reconheço que temos que voltar [à normalidade] aos poucos, mas lembro que das recomendações das autoridades, inclusive da Organização Mundial de Saúde para o isolamento social – afirmou.
Samuca disse ainda que a cidade ainda não dispõe de dados técnicos [da evolução dos casos] depois das medidas de confinamento que foram adotadas. Na opinião dele, não vai ser liberando tudo que a questão econômica será resolvida. “Ao governo municipal compete salvar vidas e, ao governo federal, salvar as empresas”, acrescentou.
Na queda de braço que se transformaram as ações para preservar a saúde das pessoas e a saúde da economia, Samuca tem sido alvo de críticas dos que defendem a liberação. Para ele, no entanto, as críticas partem de uma minoria: “As pessoas que estão criticando é porque não têm um parente morto [por coronavírus]. Infelizmente, uma minoria da população tem que ver para crer, mas, na administração pública, não podemos pagar pra ver”.
Na manhã desta quarta-feira, as entidades empresariais terão uma reunião por videoconferência com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para expor sua defesa pela reabertura das lojas. Samuca também vai conversar com o órgão, mas na quinta-feira.
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