



Os médicos do maior e melhor hospital público do Sul Fluminense, o Hospital São João Batista, em Volta Redonda, cruzaram os braços parcialmente na noite de quarta-feira (30), já que estão há dois meses sem receber, além de estarem com más condições de trabalho.
Em contato com o Informa Cidade, um médico que trabalha na unidade falou das dificuldades que estão passando: “Estão enrolando a gente. Falaram que pagaram a OS Associação Filantrópica Nova Esperança (Afne), e que não sabem o motivo deles não terem nos pagado”, disse o funcionário, comentando sobre a Prefeitura de Volta Redonda. Ele ainda disse que até o momento desta publicação, o atendimento no pronto socorro estava ocorrendo, mas as cirurgias eletivas já estavam paradas novamente.
Há uma semana, ao ser questionada sobre o atraso dos pagamentos dos funcionários da higienização do hospital, a Afne enviou nota ao Informa Cidade alegando que não tinha mais gestão sobre os pagamentos na unidade: “Declaramos que em vista do DECRETO Nº 16.300 referente ao gerenciamento, operacionalização e execução de atividades e serviços de saúde no Hospital São João Batista, todos os pagamentos e todas as regularizações de serviços estão condicionadas ao fundo Municipal de Saúde e a comissão estabelecida no decreto em questão no período da transição”, disse a Organização Social. O fato, na época, foi confirmado pela prefeitura da cidade, que alegou estar auditando os contratos. Também na época, a prefeitura alegou que era um período de transição e pediu paciência.
Além do problema da falta de pagamentos, os médicos também enfrentam outro problema: falta de estrutura e segurança, já que os porteiros da unidade, contratados por uma terceirizada, também estão sem salários. Apenas alguns porteiros, que são RPA da prefeitura, estão com o salário em dia. Os outros também cruzaram os braços.
Ainda em contato com Informa Cidade, uma médica informou que um documento foi preparado e seria protocolado no Cremerj nesta quinta-feira (1º), avisando sobre uma maior paralisação dos serviços dentro de 48 horas. Ela frisou, entretanto, que os casos de urgência e emergência continuariam sendo atendidos normalmente, como sempre ocorreu.
O Informa Cidade fez contato com a prefeitura de Volta Redonda, poucos minutos após a publicação desta matéria, aguardando informações sobre o caso e um posicionamento. Caso uma nota seja enviada, essa matéria será atualizada.
Foto – Enviada por médicos