


A Rodovia do Contorno, em Volta Redonda, que chegou a ser interditada devido aos sucessivos acidentes neste período de chuvas – o mais grave com quatro mortos – continua esperando uma recuperação da pista. O serviço cabe ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), mas, enquanto o serviço não vem, a estrada vai acumulando redutores de velocidade, mais conhecidos como quebra-molas. O paliativo está sendo feito pelo DER-RJ (Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro), uma forma de obrigar os motoristas a transitarem em baixa velocidade.
Na tarde da quinta-feira (16), o prefeito de Volta Redonda, Antonio Francisco Neto teve mais uma reunião online com os dois órgãos. Ele conversou com o coordenador de Engenharia do Dnit, Fernando Luiz Correia, e a chefe de Gabinete do DER-RJ, Cinthia Pitz. Uma nova conferência foi marcada para o próximo dia 28.
Segundo a prefeitura, o Dnit reafirmou que deve efetuar obras no local em até 30 dias. “Mais uma vez nós procuramos uma solução para uma situação, que não é de responsabilidade da prefeitura, mas estamos preocupados, porque quem sofre com este impasse e as condições da rodovia é a população de Volta Redonda. O que mais nos preocupa é o tempo que essas obras podem levar para acontecer. Não devemos fechar a rodovia novamente, pelos transtornos que isso traz, mas queremos salvar vidas e que se faça cumprir a decisão judicial”, disse Neto.
O prefeito se refere à determinação do juiz da 3ª Vara Federal de Volta Redonda, Bruno Otero Nery, do último dia 31, ordenando que o Dnit instale redutores de velocidade na rodovia. Na decisão, o juiz magistrado deu prazo de 10 dias, após a notificação, para que o Dnit iniciasse os trabalhos, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Enquanto as obras não vêm, a prefeitura continua mantendo na estrada agentes da Guarda Municipal e funcionários das secretarias de Ordem Pública (Semop) e Transporte e Mobilidade Urbana (STMU), com o objetivo de orientar os motoristas. Foram montadas espécies de “ilhas” para o controle de velocidade, em um esquema que conta com a participação também de policiais militares e o apoio do Corpo de Bombeiros. A recomendação é que os motoristas reduzam a velocidade em toda a extensão da via (cerca de 13km) – com máxima de 50 km/h. (Foto: Cris Oliveira / Divulgação)