



Marcus Vinicius voltou às redes sociais para publicar a segunda parte do relato sobre os últimos dias da esposa, Marta Kelly, de 33 anos, após quase um mês. No vídeo, ele afirma que pretende buscar medidas judiciais e direciona um recado aos profissionais que participaram do atendimento de Marta. Em tom mais duro, Marcus diz que as pessoas envolvidas teriam “pouco tempo” e pede que procurem seus advogados já na segunda-feira, embora ele não apresente no vídeo uma conclusão técnica sobre eventuais responsabilidades pela morte da esposa. “Vocês têm pouco tempo. Procurem meus advogados na segunda, porque vai ter”, afirma Marcus no vídeo, indicando um possível processo.
Outro momento de forte impacto emocional ocorre quando Marcus relembra como a esposa estava antes do procedimento cirúrgico e contrapõe aquela imagem ao desfecho da internação. “A minha esposa entrou numa trend dançando pra cirurgia plástica e saiu num saco preto”, declarou. A frase resume a indignação demonstrada pelo viúvo diante da rápida mudança no quadro de Marta. Antes da cirurgia, ela havia aparecido consciente e dançando em um vídeo. Dias depois, após apresentar complicações de saúde e permanecer internada em estado grave, morreu no dia 17 de agosto. Marta deixou o marido e três filhos, sendo dois deles ainda bebês. Na primeira parte do depoimento, Marcus já havia afirmado que seu objetivo não era acusar diretamente hospital, profissionais ou instituição. Ele relatou situações que afirma ter presenciado durante a internação e fez um apelo para que pessoas que participaram do atendimento contassem tudo o que sabem sobre o caso.
As declarações reproduzidas nesta reportagem correspondem ao relato público de Marcus Vinicius e representam a versão apresentada por ele sobre os acontecimentos relacionados à internação e morte de Marta Kelly. As falas não constituem comprovação de erro médico, negligência ou responsabilidade de profissionais ou instituições. Eventuais responsabilidades dependem de documentação, análise técnica e, quando cabível, apuração pelas autoridades competentes e pelo Poder Judiciário. O jornal mantém espaço aberto para manifestação do hospital e dos profissionais envolvidos.