




A cidade de Angra dos Reis viveu nesta segunda-feira (20) novos momentos de tensão e medo em algumas comunidades. Principalmente no bairro Belém, houve registro de tiroteios entre a noite do domingo e a manhã da segunda. Devido à insegurança, as escolas do bairro não funcionaram, deixando sem aulas 1.600 alunos.
Em relatos nas redes sociais, moradores contaram o desespero que estão passando. As trocas de tiros entre facções rivais deixa parte da comunidade sem energia elétrica, já que os bandidos atiram em transformadores para provocar escuridão e não permitem que equipes da concessionária de energia entrem no bairro para fazer a substituição. Já na noite desta segunda, houve um protesto de moradores de outro bairro de Angra sitiado por facções criminosas. Eles fecharam a Rodovia Rio-Santos, no quilômetro 488, na Japuíba. Um ônibus foi incendiado. O fogo foi controlado pelos bombeiros. O ato, que, para a polícia, foi coordenado por bandidos, não teve um motivo explicado.
A Polícia Rodoviária Federal apenas confirmou a manifestação, sem conseguir estimar o número de participantes. Também no último domingo (19), moradores do Campo Belo ficaram em pânico com um intenso tiroteio em plena luz do dia. Depois que os tiros cessaram, foi encontrado o corpo de um jovem identificado como Tuan Chagas, que foi atingido na cabeça. Não se sabe se ele participou da troca de tiros.
Após a violência nesta segunda-feira, o Prefeito Fernando Jordão foi até as redes sociais, pedir por uma “intervenção militar” em Angra.