




A Argentina está, mais uma vez, em um final de Copa do Mundo. Nesta quarta-feira (15), no Atlanta Stadium, a equipe liderada por Messi – que fez sua melhor partida na competição – derrotou de virada a Inglaterra por 2 a 1. Os ingleses perderam não só o jogo, mas também viram escapar a primeira chance de disputar um final de Copa de Mundo após 60 anos. Eles foram campeões mundiais em 1966. A Argentina, novamente, demonstrou que é uma equipe que não se dá por vencida. Para azar dos ingleses, além disso, o time de Lionel Scaloni cresceu justamente após ficar em desvantagem. Acovardados, os ingleses tentaram segurar o marcador favorável e sofreram um merecido castigo. A final da Copa 2026 será disputada no próximo domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova York, a partir das 16h (de Brasília), entre Argentina e Espanha, que eliminou a França.
Jogadas ríspidas – O primeiro tempo da semifinal terminou empatado em 0 a 0. O confronto foi caracterizado por uma forte marcação tática, clima tenso e muita imposição física de ambos os lados. Os primeiros 20 minutos foram de estudo e pouca criatividade. A Argentina montou um meio-campo muito compacto, cercando as principais peças inglesas, como Jude Bellingham e Elliot Anderson. Muita imposição física e faltas: o jogo apresentou lances ríspidos e divididas duras, irritando visivelmente o técnico inglês, Thomas Tuchel. Em um dos lances mais comentados, Enzo Fernández deu uma entrada forte em Elliot Anderson, gerando reclamações sobre a falta de cartão amarelo por parte do árbitro estadunidense Ismail Elfath.
A equipe inglesa encontrou espaços pelas pontas perto dos 20 minutos. Anthony Gordon criou jogada pela entrada da área e o lateral Reece James arriscou uma finalização perigosa defendida pelo goleiro Dibu Martínez.
Lionel Messi e Julián Álvarez encontraram dificuldades para furar a nova linha defensiva montada por Tuchel, que contou com Djed Spence e Reece James fechando bem os espaços. Gol no começo, castigo no fim – Veio o segundo tempo e o time inglês, mais bem organizado, abriu o marcador aos 9 minutos, quando Harry Kane, da sua intermediária, fez um lindo lançamento para o ataque. Tagliafico rebateu no meio do caminho, a bola sobrou para Declan Rice, que achou Morgan Rogers na direita. O cruzamento saiu certinho Gordon mandar para o fundo da rede.
O gol incendiou de vez a partida. Em desvantagem, a Argentina se lançou em busca do empate, sempre se sustentando em Messi e sendo beneficiada pelo recuo excessivo do time europeu, com tanto tempo de jogo pela frente. Aos 23, o goleiro inglês Pickford fez uma defesa monumental em conclusão de cabeça de Nico González. Ele defendeu no chão, num lance que lembrou Gordon Banks, goleiro da Inglaterra na Copa de 1970, que milagrosamente evitou um gol de Pelé. Tentando segurar o placar a seu favor, a Inglaterra dava espaços para a Argentina, que foi acumulando chances reais de gols desperdiçadas e sinalizando que o empate estava amadurecendo: aos 30, Mac Allister cabeceou na área e a bola explodiu na trave direita de Pickford. Na sequência, De Paul cruzou mais uma e Mac Allister novamente cabeceou, mas desta feita em cima do goleiro inglês.
Nos minutos finais do tempo regulamentar, tanto Thomas Tuchel quanto Lionel Scaloni mexeram em suas equipes. Objetivo da Inglaterra: reforçar a marcação e aproveitar um contra-ataque para liquidar a partida. Meta da Argentina: conquistar o empate a qualquer custo. A pressão dos sul-americanos continuou. Messi e companhia foram recompensados aos 40 minutos, quando, após cobrança de escanteio, Enzo Fernández recebeu de Messi na frente da área e mandou um balanço no canto direito de Pickford para fazer 1 a 1. O gol foi um castigo para a seleção inglesa, que após sair na frente abdicou de atacar.
A virada era questão de tempo. E não demorou a acontecer. Aos 46, após McAllister acertar pela segunda vez a trave, a bola permaneceu em poder argentino e Messi, que cruzou para Lautaro Martínez, desmarcado, cabecear para o fundo da rede, fazendo explodir o time dentro campo, a torcida no estádio e o povo argentino num todo. (Foto: Reprodução de TV)