


A chuva que atingiu o Sul Fluminense – que ainda não havia se recuperado da chuva da sexta-feira (05) – causou vários transtornos na noite do domingo (07). Volta Redonda e Barra Mansa foram mais uma vez, as cidades mais afetadas, com pontos de alagamento em toda cidade. Angra dos Reis, Pinheiral, Vassouras e outras cidades da região, também tiveram prejuízos.
Vários bairros sofreram com a falta de energia. Em Volta Redonda, principalmente nos bairros Retiro e Vila Mury, várias ruas alagaram, carros ficaram submersos e foram arrastados, colidindo em postes e em outros veículos. A prefeitura apura se a construção de um empreendimento comercial no Retiro, não tenha piorado os transtornos causados pela chuva. A obra foi embargada.
Na Rua do Norte, ao menos uma casa ficou destelhada. Na Rua Helvécio Pimenta houve deslizamento de terra e casas foram derrubadas segundo as primeiras informações. A Rua fica atrás do Cemitério do Retiro. Quatro escolas tiveram as aulas desta segunda canceladas. Escola João Haasis no Eucaliptal com 600 alunos, teve queda de muro e está com muita lama. Escola Pará com 750 alunos no Retiro, também está sem aula, a escola foi alagada e a Avenida Antônio de Almeida está interditada. Creche Gotinhas de Amor, que tem 500 alunos e fica no São Cristóvão, totalmente alagada e com muita lama, não tem aula nesta segunda. A escola Graciema Coura em Três Poços, com 800 alunos não teve aula pela manhã para limpeza.
Moradores dos bairros Sessenta, Padre Josimo, Conforto, Ponte Alta, Vila Santa Cecília, Belmonte, Jardim Belmonte, Jardim Europa e Siderlândia também tiveram prejuízos com a chuva. Na Via Sérgio Braga na altura da Ponte Alta, um deslizamento destruiu carros da concessionária da Hyundai.
Na Siderlândia, um poste de energia Caiu na Rua Cabo Frio. Vários deslizamentos foram registados na cidade, como na 249, onde um barranco deslizou e três pessoas ficaram feridas. Outro barranco deslizou na Avenida dos Mineiros no Belmonte. Durante a madrugada de segunda-feira (08), a secretaria de infraestrutura já havia desbloqueado alguns lugares que tiveram o acesso afetado por deslizamentos, como o acesso ao bairro Açude, a Av. Beira Rio e a Avenida Paulista no Retiro. Na manhã desta segunda, o prefeito Samuca Silva assinou decreto de Estado de Emergência.




Ainda em Volta Redonda, a adutora de água da 207 no Conforto, rompeu novamente, afetando mais uma vez o abastecimento, principalmente na região leste de Barra Mansa. No momento da atualização desta publicação, a chuva que caiu em Rio Claro, transbordava o Rio Brandão em Volta Redonda. Segundo informado pela Defesa Civil da cidade, choveu 170 milímetros em um curto espaço de tempo. O SAAE-VR avisou que devido a queda de energia na Estação de Tratamento de Água do Belmonte, o abastecimento está afetado. A bomba que abastece o bairro Açude também queimou, e o abastecimento naquela região também foi afetado, apesar da bomba ter sido recuperada ainda pela manhã.
Em Barra Mansa, a noite de domingo (07) e a madrugada de segunda-feira (08) foram de muito serviço para a prefeitura. Equipes da Defesa Civil, do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), das Secretarias de Manutenção Urbana, de Assistência Social e Direitos Humanos, do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, entre outras, estão trabalhando incessantemente para minimizar os prejuízos causados pelo temporal que caiu na região. Na última sexta-feira (5), o município já havia sido bastante afetado pelas chuvas. Diante da situação, o prefeito Rodrigo Drable decretou Situação de Emergência.
Em aproximadamente duas horas foram registrados 107 milímetros de chuva. O temporal provocou o desabamento de uma residência no bairro São Sebastião, na Rua Milton Mariano, na altura do número 599. Os escombros atingiram outras duas casas na Rua Santina Pereira de Melo. Um homem sofreu ferimentos leves e foi encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia. Como medida de prevenção, outras seis casas foram desocupadas na localidade.
Diversos pontos da cidade sofreram alagamentos e/ou deslizamentos, como Santa Clara, Colônia Santo Antônio, Ano Bom, Vila Orlandélia, Getúlio Vargas, São Francisco, Santa Isabel, Centro, São Judas, Paraíso, Boa Vista, Vila Elmira, Nove de Abril e outros bairros da Região Leste. O Rio Barra Mansa atingiu 5.08 metros de altura provocando inundação de casas no Nova Esperança e no São Luiz. Há registros de queda de árvores em diversas localidades.
Algumas escolas tiveram as aulas suspensas nesta segunda-feira devido ao alagamento das salas de aula. São elas: Argemiro de Paula Coutinho, no São Luiz; Clécio Penedo, no Nova Esperança; Nono Reis, no São Judas; Nove de Abril e Vila Elmira, ambas na Região Leste e Alderando Casalli Marques, no Santa Izabel. A Creche Padre Adalberto, no São Luiz, também está sem aulas.
Em virtude da grande quantidade de barro, o trânsito foi desviado na Via Sérgio Braga, no bairro São Judas Tadeu, São Francisco, Avenida Presidente Kennedy e Vila Elmira. Os semáforos do Centro da cidade também foram afetados. Equipes da Secretaria de Ordem Pública estão atuando para a sinalização seja restabelecida ainda durante a manhã.
Servidores da Vigilância em Saúde Ambiental foram distribuídos entre os bairros Boa Sorte, São Luiz, Nova Esperança, Santa Clara, Jardim Marajoara e Região Leste para orientar os moradores que tiveram suas residências inundadas sobre como proceder a desinfecção do ambiente. Além da entrega do cloro para ser utilizado neste procedimento também estão sendo transmitidas orientações sobre o descarte de alimentos e medicamentos que tiveram contato com a água das chuvas e sintomas de algumas doenças.
Segundo estimativa da Defesa Civil, aproximadamente 2,5 mil famílias foram atingidas com as chuvas deste fim de semana.
Ao decretar estado de calamidade pública o prefeito Rodrigo Drable falou em queda de ao menos 20 barrancos. Ao menos 22 bairros sofreram com alagamentos e todos os bairros foram afetados.

Abaixo, vídeos e fotos do momento da chuva:


Atualizada às 11h00 do dia 08/04/2019*
Fotos e Vídeos enviados por leitores*
2 Comentários
Parabéns Renan, pela notícia da hora.
Meu Deus que horror! Achei que num ia parar de chover + avecredo. Nunca vi tanta água.