




Desde o início do mês de Setembro, a luta dos funcionários da Corpore, terceirizada que presta serviços a secretaria de saúde de Volta Redonda, é enorme.
No dia 06 de Setembro, a Prefeitura de Volta Redonda pagou a Corpore o valor do contrato menos 20%, pois a empresa não havia apresentado todas certidões legalmente exigidas. Com o valor que a prefeitura pagou, a Corpore deveria ter efetuado o pagamento de todos os funcionários, e ter ficado sem seu lucro, até apresentar as devidas certidões.
O que aconteceu, foi o contrário. A Corpore, resolveu pagar apenas 50% dos salários dos funcionários, e ficar com seu lucro. Na semana passada, parecia que tudo caminhava para a conclusão do imbróglio. Segundo o secretário de saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, os advogados da empresa fizeram contato com ele, afirmando que entregariam as certidões que faltavam. A direção da empresa também teria feito contato com ele, onde ficou prometido, segundo o secretário, a regularização das certidões e o depósito do restante do pagamento dos funcionários. Novamente, não foi isso que aconteceu.
Nesta terça-feira, dia 2 de outubro, o problema continua, e muitos funcionários estão com contas vencidas e sem dinheiro para alimentação. Em contato, no final da tarde da segunda-feira (1) com o secretário de saúde de Volta Redonda, a informação mudou. Segundo o secretário, o valor do restante do pagamento de agosto e o pagamento de setembro, serão depositados em juízo para garantia do pagamento dos funcionários. O contrato com a empresa, que foi encerrado no último dia 30, não deve ser prorrogado, já que a empresa, até hoje, não apresentou as certidões necessárias.
Esta não é a primeira vez que a Corpore cria esse tipo de situação para os trabalhadores. Em 2016, servidores dos Hospitais Macrorregionais de Coroatá e Caxias, das Upas de Timon, Codó e Coroatá, e dos Hospitais Gerais de Alto Alegre do Maranhão e Peritoró, na época, administrados pela Corpore, protestavam por conta de salários atrasados. Fornecedores também sofreram na mão do instituto. Alguns chegaram a alegar, 7 meses de atraso no pagamento. Em 2017, funcionários da Unidade de Saúde da Família de Guarujá também sofreram na mão da Corpore. O motivo? O mesmo… atraso no pagamento do salário. O instituto chegou a ser alvo de moção de repúdio, aprovada por unanimidade pela câmara de Vereadores de Guarujá.
Em 2018, é Volta Redonda quem sofre com a falta de compromisso da Corpore com os funcionários. O escritório do instituto, que funciona, ou deveria funcionar no Edifício Plaza, no bairro Aterrado, tem sido mantido fechado. Os funcionários não conseguem nem sequer reclamar seus direitos.