



A extorsão que estaria sendo vítima o prefeito de Porto Real, Ailton Marques, estaria relacionada a uma dívida de R$ 2 milhões da campanha que, em 2016, elegeu Jorge Serfiotis prefeito da cidade. A informação consta da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) à Justiça, que resultou na expedição de quatro mandados de prisão, entre eles o de Adriano Arlei Serfiotis, filho de Jorge, e irmão do Deputado Federal Alexandre Serfiotis. Jorge morreu em julho de 2017, o que levou Ailton Marques a assumir o cargo. As informações foram obtidas pelo Foco Regional.
Adriano foi preso no final da tarde da quarta-feira (19). Os outros três suspeitos, segundo a polícia, são considerados foragidos. Eles são da Baixada Fluminense.
Conforme a denúncia do MPRJ, no dia 24 de abril deste ano, Ailton teria sido atraído ao escritório de Adriano, onde, além do filho do ex-prefeito, estariam outras cinco pessoas, e aí, a extorsão teve início. O atual prefeito alegou desconhecer a dívida e tentou deixar o local, mas teria sido impedido, sendo ameaçado de morte sob mira de armas de fogo. Este foi um dos motivos que levaram a Justiça a ordenar mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados, juntamente com os mandados de prisão.
A denúncia ainda transcreve uma conversa telefônica gravada pelo prefeito com um dos denunciados, no dia 1º de maio, em que teria sofrido novas ameaças por causa dos R$ 2 milhões. O interlocutor de Ailton diz que o acordo com Jorge Serfiotis é de que o valor seria pago, independente de quem estivesse no cargo de prefeito.
A denúncia ainda confirma que, no dia seguinte à conversa, dois dos denunciados, acompanhados de um policial civil e outro militar, pousaram de helicóptero em frente à prefeitura de Porto Real, exigindo um encontro com Ailton Marques. A polícia foi chamada e os quatro homens foram detidos. Eles foram ouvidos na delegacia e liberados. Na ocasião, a delegacia de Porto Real classificou o episódio como “um mal entendido”.