


Dona Ledenir dos Milagres Silva Correa ainda está bem viva na mente dos familiares e amigos… Era uma pessoa muito querida e conhecida no bairro Siderlândia em Volta Redonda. Dona Ledenir nos deixou no dia 13 de Julho de 2018, aos 65 anos, e a causa da morte foi H1N1. A filha de Ledenir, Lizielly, em contato com nossa produção, pediu para que fizéssemos uma matéria falando da importância da vacinação, já que dona Ledenir, não era vacinada.

Até a segunda semana de julho de 2018, o país registrou 839 mortes por gripe, um aumento de 194% em relação ao mesmo período do ano de 2017, quando o número de óbitos foi de 285. Os dados foram divulgados recentemente pela Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde.
A taxa de infecções também foi bem elevada: foram registrados 4.680 casos em 2018 e 1.782 em 2017. A cepa do vírus que mais causou estragos durante a temporada foi o H1N1, responsável por 567 mortes. Logo atrás, aparecem o influenza do tipo B (46 mortes) e o influenza A não subtipado (86 mortes).
Existem diversos fatores que ajudam a entender essa subida vertiginosa. O primeiro deles seria uma possível mutação no H1N1 que levaria a uma maior agressividade do vírus no organismo. Fenômeno parecido já havia sido observado na temporada de inverno no Hemisfério Norte. Durante os meses de novembro de 2017 e fevereiro de 2048, os Estados Unidos sofreram com o pior cenário da gripe por lá desde 2009. Em terras americanas, o culpado foi outro influenza, o H3N2.
Um segundo motivo que precisa ser levado em conta foi o tempo necessário para que a meta de vacinação fosse atingida: no total, demorou três meses para que 90% do público-alvo da campanha de imunização recebesse sua dose.
Como as pessoas demoraram a procurar os postos de vacinação, ficaram muito tempo sujeitos à infecção pelo vírus. Grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e doentes crônicos, têm maior risco de sofrer com o ataque viral. Além disso, há maior probabilidade de complicações após o quadro inicial, como o aparecimento de uma pneumonia, por exemplo.
Por mais que 90% da meta tenha sido atingida, alguns estados estão bem abaixo do desejado, como Roraima (67%), Rio de Janeiro (77%) e Acre (79%). O Ministério informa que a vacina continuará disponível nas cidades que ainda tiverem estoque.
Público alvo:
Integram o grupo prioritário pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – além dos funcionários do sistema prisional.
Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e câncer, além daquelas pessoas que têm outras condições clínicas especiais, também devem se vacinar contra a gripe. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.
Transmissão e prevenção da gripe:
A transmissão dos vírus da gripe (influenza) acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.
Reações adversas da vacina:
Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar em 48h. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para orientações.