



Parentes e amigos de Patrick Rocha de Souza Bárbara, de 25 anos, morto no último dia 28 depois de ser baleado por um policial militar no bairro Minerlândia, em Volta Redonda, realizaram uma manifestação na noite do domingo (05), pedindo justiça. Eles sustentam que, ao contrário do que alega o policial – um 2º sargento da Polícia Militar – o jovem não estava armado, não tinha envolvimento com facções criminosas e nem passagem pela polícia.
Em seu depoimento, o PM afirmou que Patrick passou pela rua de moto gritando palavras de apologia a uma facão criminosa. Ainda segundo sua versão, o rapaz teria tentado tomar sua arma, o que o levou a atirar. Na ocorrência foi apreendido um revólver, que estaria em poder da vítima.
Vestidos de branco, os manifestantes percorreram as ruas do bairro, contestando as alegações do policial.
– Meu esposo não era bandido, não era traficante, não tinha arma. Está todo mundo revoltado – disse Rayla Caroline, mulher de Patrick.
Segundo ela, o episódio surpreendeu ainda mais porque tanto o rapaz quanto o policial já haviam conversado em diversas ocasiões. “Eles eram da mesma igreja, embora de outra congregação, mas do mesmo ministério. Ele [PM] é vizinho da avó do Patrick, várias vezes bateram papo no portão. Não sabemos por que ele fez isso”.
A família constituiu um advogado e entregou ao Ministério Público estadual a cópia de um vídeo gravado por uma câmera de segurança que teria registrado o episódio. Os parentes não disseram se a imagens corroboram ou não a versão do policial militar.
Patrick e Rayla eram casados há sete anos. Além da viúva, ele deixou um filho de 3 anos e um enteado de 9. O casal morava no bairro Mangueira, em Barra Mansa. Patrick, segundo os parentes, nasceu e foi criado na Minerlândia.
Foto: Enviada por manifestante