


As quatro mortes por Febre Maculosa de pessoas que estiveram na Fazenda Santa Margarida no último dia 27 de maio, na 22ª edição da Feijoada do Rosa, em Campinas (SP), fizeram lembrar de três casos da doença no Sul Fluminense.
Em 2016, em Volta Redonda, pai e filha acabaram falecendo após serem picados pelo carrapato-estrela. Zenilfran Rodrigues, de 42 anos, e Isadora Rodrigues, de 10 anos, moravam no bairro Volta Grande IV, e morreram em menos de 48 horas por infecção generalizada. Na época, suspeitou-se que eles teriam sido vítimas da gripe H1N1, meningite ou dengue.
Em 2006, um menino de 6 anos morador do bairro Coimbra, em Barra do Piraí, faleceu com suspeita da doença após ser picado pelo carrapato em um pasto de cavalos. O caminho era usado por crianças para ir à escola, na zona rural da cidade, e ele acabou falecendo em Volta Redonda, para onde foi transferido.
O mais recente foi em 2022, em Valença, ocorrido em julho, com a morte de um homem de 56 anos por complicações da febre maculosa. O óbito ocorreu no Hospital Escola e o homem era morador do distrito de Barão de Juparanã e trabalhava em uma propriedade rural. A suspeita é de que ele tenha contraído a doença no ambiente de trabalho.
Por isso, uma das formas de se prevenir da doença, é pesquisando a região em que a pessoa que visitar. Antes de ir a uma área de mata, é importante pesquisar se a região tem registros de febre maculosa. Se sim, vale redobrar a atenção para a presença de carrapatos no local. Se encontrar um carrapato grudado na pele, a recomendação é removê-lo o mais rápido possível. A forma ideal é retirar o bicho com uma pinça.
Além disso, é importante fazer o uso de repelentes à base de DEET, que protegem contra o carrapato, além de usar roupas compridas e claras, que ajudam a visualizar melhor o carrapato caso ele suba na pessoa. (Foto: Arquivo Pessoal)