


O juiz Flávio de Almeida Souza Batista, que está respondendo pela 1ª vara Criminal de Volta Redonda, relaxou a prisão de Carlos Eduardo Borges de Andrade, o “Cadu”, de 22 anos, suspeito do latrocínio (roubo seguido de morte) do professor Hyder Marcelo de Araújo Lima, de 37 anos, do Unifoa (Centro Universitário de Volta Redonda). O crime ocorreu em março do ano passado. O corpo de Hyder foi encontrado num apartamento que ele havia alugado um mês antes na Avenida 7 de Setembro, no Aterrado.
O pedido de relaxamento da prisão foi feito pelo próprio Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), responsável pela denúncia do suspeito à Justiça. A justificativa foi a falta de previsão de conclusão de uma perícia antropométrica solicitada pelo próprio MPRJ. Este tipo de perícia compara imagens do suspeito, gravadas por câmeras de segurança, com sua compleição física.
Cadu foi preso pouco mais de um mês após a descoberta do corpo de Hyder. Ele teve a prisão preventiva ordenada pela Justiça. O relaxamento da prisão foi decidido pelo magistrado no dia 9 deste mês, tendo sido expedido na última segunda-feira o alvará de soltura.
Na sua decisão, o juiz ressalta que o próprio MPRJ sustenta que o laudo pericial ainda não foi concluído e enviado ao órgão. Menciuona também que fazia mais de um ano que Cadu havia sido interrogado. “Embora se trate de crime grave e de grande repercussão na região, tais argumentos não são capazes de justificar a manutenção da prisão preventiva do acusado até que o laudo seja confeccionado e enviado ao Ministério Público”, manifestou-se o magistrado em sua decisão. Ele acrescentou: “Na mesma linha, verifica-se que o interrogatório foi realizado em 19/09/2017, de modo que se esperou por mais de 1 ano a realização da perícia antropométrica e a confecção do laudo, que, segundo o próprio Ministério Público, não tem previsão de ser concluído. Assim, não se mostra razoável, nesse momento, a manutenção da prisão preventiva do acusado (…)”.
No relaxamento da prisão, Flávio de Almeida determinou, como medidas cautelares ordenar a libertação que o suspeito compareça mensalmente em juízo para indicar e justificar suas atividades; peça autorização judicial para se ausentar da comarca por mais de oito dias e manutenção de endereço atualizado.
Em setembro deste ano, o MPRJ realizou uma reconstituição do crime. Para isso, parte da avenida onde o professor morava foi fechada.