



Os metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional aprovaram na noite da terça-feira (3), a manutenção do turno de oito horas por mais dois anos. O novo acordo vai até o dia 2 de dezembro de 2021. A categoria, como compensação, receberá um abono no valor de 4.275 reais, divididos em três parcelas de 1.425 reais, que serão pagas nos dias 23 de dezembro, uma segunda-feira, daqui a duas semanas, antevéspera do Natal e as demais em 23 de janeiro e 23 de fevereiro. A decisão foi tomada pelos trabalhadores em votação por escrutínio secreto, na Praça Juarez Antunes. A diferença entre os que aprovaram e os que pretendiam a revogação do acordo foi pequena: apenas 73 votos. 1.690 votaram pela renovação do acordo, 1.617 foram contra e número de nulos e brancos foi de nove votos.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Silvio Campos, destacou que a votação secreta confirma a política do sindicato de sempre atender ao que o trabalhador deseja: “Este é um assunto que interessa ao trabalhador que faz turno. Por isso, eles é que tiveram a palavra final sobre a questão”, afirmou o sindicalista.
Desde 1988, a Constituição Federal estabeleceu que os turnos de revezamento devem ter duração máxima de seis horas. No entanto, em todo o Brasil, nenhuma das grandes siderúrgicas adota essa jornada de trabalho. Todas fizeram acordos com os sindicatos que representam os seus trabalhadores.
Segundo Silvio Campos, a Cosipa, a CST e a Ternium (antiga CSA) adotam turno de 12 horas, enquanto a Usiminas e a CSN adotam o turno de oito horas.