


O Ministério da Justiça e as polícias civis dos estados do país deflagraram nesta quinta-feira (28) a 4ª fase da Operação Luz na Infância, que apura crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet. São investigados crimes de armazenamento, compartilhamento e produção de pornografia infantil. Até por volta de 16h, 137 pessoas haviam sido presas em todo o país.
Policiais civis saíram às ruas para cumprir 266 mandados de busca e apreensão nos 26 estados e no Distrito Federal. Apesar de não haver mandados de prisão, estão sendo presos em flagrante os suspeitos de armazenamento e compartilhamento de material encontrados nas casas onde há buscas.
A maior parte das prisões ocorre nos estados de São Paulo e Goiás. No Rio de Janeiro, a Polícia Civil prendeu três homens. Estão sendo cumpridos mandados na capital, na Região Metropolitana e em Miguel Pereira e Barra Mansa. O objetivo é cumprir 12 mandados de busca e apreensão.
Segundo o titular da Delegacia de Atendimento à Criança e Adolescente Vítima, Adilson Palácio, as imagens coletadas nos computadores são a prova mais forte do cometimento dos crimes.
“Nós temos coletadas com esses autores imagens absurdas, que envolvem crianças de 5, 6, 10 anos de idade. O objetivo é combater o crime com a prisão desses indivíduos que têm armazenado ou transmitem essas imagens”, explicou Palácio.
A 4ª fase da operação envolve 133 cidades e é coordenada pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Mais de 1.500 policiais participaram das buscas.
As penas para os crimes investigados variam entre 1 e 8 anos de prisão. Quem armazena material de pornografia infantil tem pena de 1 a 4 anos de prisão. Para quem compartilha, a pena é de 3 a 6 anos de prisão. A punição aumenta para 4 a 8 anos de prisão para quem produz esse tipo de material.
Foto: Fernanda Rouvenat/G1