



A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagraram hoje cedo a Operação Catarata, com o objetivo de prender suspeitos de fraudes em licitações da Fundação Leão XIII. No momento desta publicação, seis pessoas haviam sido presas. Duas estão sendo procuradas. A denúncia é de que as fraudes somam 66 milhões de reais. A fundação é subordinada à vice-governadoria do estado, atende a população de baixa renda e em situação de rua, oferecendo serviços como exames de vista, cessão de pares de óculos e cirurgias oftalmológicas. Também foram emitidos 22 mandados de busca e apreensão. Um deles para a sede da fundação, no Centro do Rio. Entre os alvos da operação estão endereços em Resende e Angra dos Reis.
De acordo com a denúncia, os suspeitos estão sendo indiciados por organização criminosa, falsidade ideológica, peculato e fraude à licitação. A polícia solicitou ainda o bloqueio de bens dos envolvidos.
De acordo com as investigações, que começaram em março, a Controladoria Geral do Estado notou contratos irregulares e fraudes envolvendo a prestação de serviços para a fundação. Foram diagnosticados conluios entre as empresas e os licitantes para a compra de óculos e exames oftalmológicos. Entretanto, nem os exames e nem os óculos nunca foram entregues ou feitos, segundo o Ministério Público.
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