


A Polícia Civil de Volta Redonda identificou nesta terça-feira (10), os dois homens que agrediram um casal homossexual no domingo (8), numa lanchonete da Vila Santa Cecília, em Volta Redonda.
O delegado Wellington Vieira informou que um dos homens foi ouvido e o outro será ouvido na quarta-feira (11). Os dois irão responder em liberdade por injúria qualificada e lesão corporal.
O caso
Um casal homossexual foi agredido na noite do domingo (8) em uma lanchonete da Vila Santa Cecília, em Volta Redonda.
Segundo as vítimas, entrevistadas pela TV Rio Sul, os dois foram ao estabelecimento para comer e sentaram em uma mesa afastada por estarem fumando. Dois suspeitos que estavam em outra mesa se levantaram e mandaram que o casal apagasse o cigarro. Em seguida, começaram a agressão e xingamentos homofóbicos. Uma das vítimas, identificada como Vinícius Peres, falou a TV sobre o ocorrido:
“A gente sentou distante das outras pessoas que também estavam lanchando porque a gente queria fumar um cigarro. Daí dois senhores levantam, dizendo que estavam incomodados com o cigarro sendo que a gente estava a dez metros de distância. Quando eu disse que não ia apagar meu cigarro começou a agressão. Creio que foram uns 15 minutos de agressão. Pessoas tentaram ajudar, mas foi uma cena horrível. Não desejo isso para ninguém, nem para o meu pior inimigo. É péssimo”.
O casal é de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e está na casa de uma amiga deles, Sheila Medeiros. Ela contou que os amigos chegaram em casa ensanguentados. “Eu fiquei desesperada porque eles estavam ensanguentados, tinha muito sangue, eles estavam destruídos. Muito machucados mesmo”, disse.
Ainda segundo a matéria da TV Rio Sul, é quarta vez que o casal visita a cidade do aço. Depois da agressão e do susto, as vítimas não pensam em voltar. “Nunca vivi isso. Sempre falam ‘a homofobia existe, mas eu nunca vivi’. A gente só acredita que existe de verdade e que a gente tem que combater a homofobia quando a gente vive isso”, contou Vinícius.
“Não esperava que poderia ter acontecido aquilo naquele momento, foi inesperado. (…) Jamais iríamos imaginar que poderíamos passar por tudo isso”, disse Antônio Marcos Soares, que também foi agredido.
Foto: Reprodução/TV Rio Sul