


Liderados por diversos movimentos de trabalhadores, mais de 170 municípios têm paralisações confirmadas na greve geral, agendada para essa sexta-feira (14): cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Brasília, Porto Alegre e todas as outras capitais já têm atos programados.
Além da presença das centrais sindicais na paralisação nacional como CUT, CTB, Força Sindical, CGTB, CSB, UGT, Nova Central, CSP- Conlutas e Intersindical, aderiram ao também movimentos estudantis, em especial a UNE (União Nacional dos Estudantes) e partidos políticos da oposição ao governo Bolsonaro, como PT e Psol.
A pauta principal da greve geral, segundo centrais sindicais, é manifestar repúdio à proposta do governo para a reforma da Previdência, mas também estão entre as reivindicações maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e protestar contra o contingenciamento na Educação.
Sul Fluminense
Em conversa com o Presidente do Sindicato dos Rodoviários de Volta Redonda, José Gama, o Zequinha, o jornal foi informado que nesta sexta, os ônibus circularão normalmente, e que o sindicato não irá aderir ao movimento. A medida é seguida por outros diretórios no Sul Fluminense, já que a situação da categoria não é boa, e muitas empresas estão fechando as portas no estado.
Em assembleia na noite da quarta-feira (12), trabalhadores da construção civil aprovaram a adesão à greve geral.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Volta Redonda e região, Sebastião Paulo de Assis, é “importante que a categoria atenda a convocação e se junte aos trabalhadores de outros setores”, em atos públicos que acontecerão por toda região contra as propostas e medidas do governo.
– Precisarmos ir às ruas e dizer não a reforma da Previdência, que prejudica exclusivamente a classe trabalhadora e a população de baixa renda, que põe fim ao sonho e à expectativa de uma aposentadoria digna. Mais de 80% da nossa categoria da construção civil será prejudicada por essa reforma – afirma.
Para o sindicalista, os trabalhadores da construção civil estarão entre os mais afetados pelas mudanças que o governo pretende fazer. Explica que a maioria não consegue trabalhar até os 65 anos de idade, por motivos de acidentes de trabalho ou doenças adquiridas na profissão, como problemas de colunas, hérnias de disco, LER (Lesão por esforço repetitivo), entre outros.
Paulo diz ainda que em sua rotina de trabalho no sindicato verificou que empresas não estão querendo mais contratar trabalhadores acima dos 50 anos. Juntando a rotatividade de emprego no setor, fica muito difícil, segundo ele, um trabalhador da construção civil conseguir contribuir por quase 40 anos, conforme defende governo.
Já o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), participará da greve no Sul Fluminense, mas não é possível confirmar se as aulas serão afetadas na rede municipal das escolas da região, já que em muitos casos, o sindicato adere, mas a direção e professores de determinadas escolas, tem posicionamento contrário. O sindicato dos metalúrgicos também aderiu.
Volta Redonda e Pinheiral, não devem sentir tanto os atos, já que boa parte da Cidade do Aço está emendando a sexta-feira, devido ao feriado municipal na quinta-feira (13), dia do Padroeiro Santo Antônio. Já Pinheiral, completou 24 anos nesta quinta-feira, e a cidade continua as comemorações durante a sexta-feira.
Foto: Aduff/Divulgação